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''Só quero o Papai'', O Que fazer?

do Universo Família

Entre os dois e os cinco anos, as crianças desenvolvem fortes sentimentos de afeto, quase adoração, pelo pai no caso das meninas e pela mãe no caso dos meninos.

Durante esta etapa - denominada como etapa Edipiana - de um modo inconsciente, é natural que o menino queira usurpar o lugar do pai junto à sua mãe e a menina o lugar da mãe junto ao seu pai.

Todas as crianças atravessam esta etapa com mais ou menos intensidade e sem traumas, desde que os progenitores não alimentem estes sentimentos e tenham a família bem estruturada com papéis bem definidos. Para entender as crianças é necessário que os pais percebam o momento em que estão a atravessar esta etapa.

Os pais devem estar preparados para que a criança comece a ter momentos de ternura excessiva pelo pai ou mãe e pronuncie frases como:"Mamãe, Você é minha namorada", "Quando crescer quero casar com você", "Te amo muito", "Vamos sair só os dois", "Porque não fica aqui para dormir comigo? O papai não tem medo" ou "Papai, ajuda você se vestir", "Papai, leva à escola", "Só gosto de você, a mamãe é feia".....

As aproximações físicas

Para além das demonstrações verbais, as crianças podem também apresentar outras manifestações que, muitas vezes, desorientam os pais.

As meninas demonstram todo o seu encanto e enlevo pelo seu pai, e tendem a apoiá-lo em tudo. Com o seu afeto, beijos, abraços tentam fisicamente estar sempre próximas.

Quanto aos meninos, tentam prender a atenção materna com as mais diversas habilidades. Defendem a mãe em qualquer confronto familiar e podem mesmo apresentar uma certa agressividade.

Durante esta etapa, é natural que as crianças - menino ou menina - quando vêem os pais juntos, como por exemplo, sentados a ver televisão da sala, tentem sentar no meio deles. Pode também acontecer, fazerem algumas tentativas para dormir na cama dos pais, para estarem junto do elemento que é durante esta etapa objeto de toda a sua atenção.

Compreensão e carinho

Para ultrapassar de forma saudável esta fase é necessário que os pais estejam conscientes do seu papel como pais e não entendam o amor exagerado dos seus filhos como um amor natural.

Desta forma, deverão prevenir algumas situações, de modo a não criarem equívocos que podem vir a originar confusões no imaginário das crianças.

O casal deve se manter unido e evitar qualquer tipo de discussão à frente das crianças.

Deve tomar as decisões no que respeita a permitir ou negar algo, sempre em conjunto.
Deve transmitir as suas decisões à criança sempre em conjunto.
Deve evitar ficar a dormir no quarto da criança, mesmo que ela diga que tem medo ou esteja doente.

Conflitos familiares

No caso de conflitos regulares entre o casal, os pais devem evitar os desabafos e confidências com as crianças, essa atitude pode afetar, no futuro, o seu comportamento e personalidade.

Muitas vezes, os pais fazem dos filhos pequenos confidentes, e depois de uma briga, são capazes de dizer:"É impossível viver com o teu pai/mãe!", "Estou farta de o/ a aturar!", "Qualquer dia saio de casa!", "Se fosse só nós seriamos felizes!", "Vou te falar um segredo. Não diga nada ao seu pai!"...

Este tipo de desabafos/confidências são despropositados e a criança pode entendê como resposta ao seu amor. Ela quer, agora, o pai/mãe em exclusivo para si e pode começar a odiar o outro.

Se por motivo de trabalho, doença ou até de separação, um dos pais estiver ausente, o pai presente não deve tomar atitudes que demonstrem ao filho que passou a ser “o homem da casa” ou que a filha tomou o lugar da mãe.

Por isso, não devem permitir que, na ausência do pai, a criança tome o seu lugar na cama do casal - um hábito muito comum entre as mães - ou que tome o seu lugar na mesa ou no sofá. Não devem permitir também que a criança os trate com exclusiva devoção.

A criança terá de gradualmente saber o seu lugar na família só assim ultrapassará a fase Edipiana e o seu desenvolvimento psicossexual terá um desenlace saudável.

Agressividade Infantil

redação Universo Família



Têm verdadeiro ar de anjinhos mas muitos portam como autênticos descontrolados.

É entre o primeiro e o quarto ano de vida que se verifica o maior índice de agressividade nas crianças, antes de estarem expostas a factores como a violência televisiva, sugere um estudo realizado por investigadores da Universidade de Montreal, Canadá.

A investigação, que contradiz a crença geral que aponta a adolescência como a altura em que as crianças são mais agressivas, incidiu na forma como a interacção da genética com os fatores ambientais contribuem para desencadear comportamentos agressivos ou anti-sociais. Esteja, por isso, atento!

Criança: Amar, Ensinar, E Mostrar as rotinas

redação Universo Família



Para a grande maioria, as nossas vidas envolvem uma série de padrões – rotinas que realizamos quase todos os dias, como tomar café no mesmo local todos os dias. O mesmo se passa com os bebês e as crianças até aos três anos. Embora tenhamos uma participação na criação de rotinas na vida dos nossos filhos, talvez não tenhamos a noção absoluta do papel que tais rotinas têm no desenvolvimento das crianças.

As rotinas ajudam os bebés e as crianças pequenas a aprender a auto-controlar-se. Rotinas consistentes, actividades que ocorrem todos os dias mais ou menos da mesma forma, proporcionam conforto e segurança às crianças pequenas. Quer se trate da hora da brincadeira, da hora do lanche ou da hora do pai ou da mãe voltar a casa, saber o que se vai passar dá aos bebês e às crianças pequenas uma sensação de segurança e estabilidade emocional.

Ajuda a confiar nos adultos que irão atender às suas necessidades. Quando as crianças têm esta sensação de confiança e segurança, ficam mais livres para o seu “trabalho”, ou seja brincar, explorar e aprender.

As rotinas podem aproximá-la mais do seu filho e reduzir as lutas de poder. As rotinas estáveis ajudam os bebés e as crianças pequenas a antecipar o que vai acontecer em seguida. Isto proporciona à criança uma sensação de segurança e também de controle, como quando os pais dizem: “Está na hora de ir para a caminha. Quer ir escovar os dentes agora ou depois de vestir o pijama?”

As rotinas podem também limitar a quantidade de “nãos” e as correcções ao comportamento necessárias ao longo do dia, uma vez que a criança consegue prever melhor o que vai acontecer em seguida: “Sei que quer uma bolacha. Mas agora está na hora de arrumar. Você já sabe, depois de arrumar, está na hora do lanche.”

As rotinas orientam o comportamento positivo e a segurança. As rotinas são como as instruções – guiam as ações da criança para um objetivo específico. As rotinas podem também ser utilizadas por muitos motivos, mas os dois mais importantes são garantir a saúde e a segurança da criança e ajudar a criança a ter um comportamento positivo e responsável. Por exemplo, as crianças lavam as mãos antes de comer ou devem dar a mão a um adulto quando atravessam a estrada.

Um exemplo:

Jorge, com dois anos, adora brincar com os seus camiões enquanto a mãe dá de comer à irmã mais pequena, Ana. Quando a mãe termina, está na hora de ir buscar o pai no trabalho. Os camiões devem estar todos arrumados na caixa antes de saírem. A mãe avisa o Jorge de que está na hora de arrumar tocando uma campainha especial e dizendo, "Muito bem, Sr. motorista, está na hora de estacionar os camiões na garagem." Jorge conduz os camiões um a um através de uma prancha e coloca na caixa. Fazem isto todos os dias e assim, Jorge sabe sempre que irá encontrar os seus camiões onde os deixou — na caixa. Sabe também que depois de guardar os camiões, irá ver o pai, o que o deixa sempre muito contente.

As rotinas ajudam a desenvolver as capacidades sociais da criança. À medida que os bebês crescem, entram em contato com outras pessoas e começam a aprender padrões e rotinas de interacção social. Dizer, olá, adeus e falar com outras pessoas são bons exemplos de interações de rotina que desenvolvem as capacidades sociais. Estas interações representam também oportunidades de ajudar o seu filho a desenvolver as capacidades linguísticas.

As horas de brincadeira e das refeições são duas rotinas que constituem momentos sociais, quer para as crianças, quer para os pais. Através da conversação, de alternar ações, partilhar brinquedos, aprender a esperar e ajudar os outros durante estas atividades, as crianças pequenas aprendem capacidades sociais importantes que as ajudarão mais tarde na escola.

As rotinas ajudam as crianças a lidar com as transições. Dependendo do temperamento do seu filho, a transição entre atividades pode ser simples ou mais difícil. Passar da brincadeira para o almoço, do almoço para as compras, das compras para casa...e em particular a transição para a hora de dormir pode ser um verdadeiro desafio.

As rotinas (como as rotinas da hora de dormir) podem ajudar a facilitar as transições. Alguns pais utilizam um despertador ou um pré-aviso de “5 minutos” para preparar a criança para uma mudança de atividade. Outros utilizam um livro, uma música ou um jogo especial. Os rituais específicos podem também ajudar na transição de um educador para outro, como no seguinte caso:

Todos os dias, Pedro e a mãe contam os degraus até à porta da creche. Deixam a blusa no Guarda-Roupa, e o almoço no Microondas. Depois vão até à zona dos brinquedos onde as outras crianças estão brincandoe escolhe um brinquedo. Pedro e a mãe mandam beijinhos um ao outro e a mãe se despede.

As rotinas são também agradáveis para os pais. As rotinas não só tornam as transições mais simples para as crianças como ajudam também os adultos a “entrar” na paternidade. Os primeiros tempos da paternidade podem ser avassaladores e por vezes tornam o casamento tenso. Manter um ritual que venha dos primeiros tempos do casamento (como uma saída para jantar ou umas férias num local especial) pode ajudar. Adicionalmente, manter um ritual especial que venha da sua infância (como um livro que alguém leu, um pequeno almoço especial aos Sábados) pode facilitar a sua transição de casal para família alargada.

As rotinas são excelentes oportunidades de aprendizagem. As rotinas diárias são muitas vezes consideradas como actividades de “manutenção”: horas de refeição, fazer recados, preparar-se para ir para a cama, tomar banho. Mas estas acções diárias são excelentes oportunidades para apoiar a aprendizagem e o desenvolvimento do seu filho, sem perder o divertimento. As rotinas possibilitam o desenvolvimento da auto-confiança, da curiosidade, das capacidades sociais, do auto-controle, das capacidades de comunicação e muito mais. Tomemos como exemplo uma saída para ir às compras:

Maria (de 2 anos) e a mãe percorrem o Supermercado. Maria aponta para as maçãs e a mãe diz, “Olha as maçãs vermelhas e verdes. Parecem mesmo apetitosas.” Pega numa maçã para que Maria possa tocar: “Vês como é macia?” depois pega num saco de plástico e dizi: Podes me ajudar a escolher algumas para levar para casa?” Juntas, contam cinco maçãs e colocam no saco. Maria tenta ajudar mas as maçãs são difíceis de agarrar! Precisa das duas mãozinhas para colocar uma no saco. “Parabéns!” diz a mãe, “Obrigada pela tua ajuda.”

Aqui, uma simples interação na sessão das frutas abriu as portas à prática das capacidades linguísticas, à alternância de funções, à conversação, à utilização dos sentidos e a conhecer os números. Foi também uma ocasião para incentivar a auto-confiança e auto-estima de Maria, quando a mãe lhe demonstrou que os seus pensamentos e interesses eram importantes. A mãe de Maria demonstrou-lhe ainda que ela é capaz de fazer coisas importantes, como escolher as maçãs e colocá-las no saco.

As rotinas proporcionam dois elementos fundamentais à aprendizagem: relacionamento e repetição. Por isso, aproveite estes momentos “comuns” com o seu filho. Se ele se divertir com você, e também aprendendo.

O Que fazer para um bebê se sentir amada

redação Universo Família



Afeto

Abrace e beije o seu filhinho, pegue ao colo. O seu bebê não precisa de muitos brinquedos caros, mas precisa da atenção e do afeto dos pais que o adoram.

Falar com Bebê

O tom calmo da sua voz se torna familiar para o seu filhoe será uma forma de relembrar a sua presença.

Responder

Parece básico, mas constitui a forma mais básica de uma criança segura. Quando o seu bebê chora, tente descobrir o que é. Mudar a fralda? Mais leite? Uma sesta? Por vezes, os bebês choram e não pode fazer nada para o ajudar, especialmente quando está na hora de dormir e o bebê tem de adormecer. No entanto, outras alturas, responda rapidamente e o bebêzinho se sentir mais seguro de que está presente.

Mantenha o contato com a pele do seu filho(a). O contato da sua pele com a pele do bebê é relaxante. Muitos bebês gostam de massagens infantis.

Atividades para Crianças de 5 a 6 anos

redação Universo Familia

BRINCAR E APRENDER

Se eu fosse...
O que a criança faria se fosse outra coisa qualquer? Descubram juntos este jogo tão divertido!

Capacidades Cognitivas:
Capacidades cognitivas/de pensamento
Criatividade e imaginação
Expressão emocional
Desenvolvimento da linguagem e vocabulário
Auto-consciência
Interacção social

Mecânica da atividade:
1. Recorte imagens de vários animais, criaturas, objectos, locais, e outras coisas que estimulem a imaginação da criança.
2. Coloque as imagens numa pilha, viradas ao contrário.
3. Pergunte à criança: "O que Você faria se fosse. . .?"
4. Peça à criança que vire ao contrário a primeira imagem e que termine a frase.
5. Depois, peça que descreva o que a criança faria se ela fosse o objecto representado na imagem. Peça que represente o papel, se ela quiser!
6. Continue jogando até as imagens chegarem ao final.
7. Para maior diversão, brinque também!

Segurança: Não crie situações demasiado assustadoras.


Sequências

Ensinar à criança a organizar objetos em sequência ajuda a organizar o seu mundo.

Materiais:
• Objetos que podem ser organizados em sequência:
• Lápis partidos, do mais pequeno para o maior
• Botões, do mais pequeno para o maior
• Pauzinhos, do mais pequeno para o maior
• Latas, da mais pequena para a maior
• Objetos coloridos, do mais escuro para o mais claro
• Brinquedos, do mais pequeno para o maior
• Bonecas

Capacidades Cognitivas:
Causa e efeito
Lidar com ansiedade causada pela novidade
Permanência dos objectos
Interacção social

Mecânica da atividade:
1. Reúna vários objectos que possam ser organizados em sequência.
2. Coloque numa pilha no chão ou sobre a mesa.
3. Se sente em frente à criança com a pilha entre vocês os dois.
4. Explique como é que os objetos podem ser organizados, do mais pequeno para o maior, do mais claro para o mais escuro, ou outros opostos.
5. Peça à criança que organize os objectos alinhando-os numa fila.
6. Se a criança estiver com dificuldades, reveja o princípio da organização e ajude-a a escolher qual o objeto que vem a seguir.
7. Reúna um novo grupo de objetos e repita.

Segurança: Certifique-se de que os objetos são seguros para a criança manusear.

Viva um Casamento Perfeito

redação Universo Familia

Muitas pessoas me procuram no consultório, ou me pedem dicas por e-mail, sobre como ter um casamento feliz, agora eu vou te falar das dicas para o seu casamento, ou se você não é casado já ter uma experiência de como funciona uma linda união.

1) Ser amigo da esposa, ou amiga do marido á cima de qualquer coisa, mesmo o marido ou a esposa esteja errado, ou de forma carinhosa, amorosa, e com mais carinho explique qual é o certo, em momento algum maridos, e esposas, ou pessoas que ainda não se casou trate com falta de educação o seu parceiro ou sua parceira.

2) Nunca se limite em dizer o quanto ama seu companheiro, ou sua companheira, Nunca é tarde para recomeçar tudo de novo, passear, conversar, jantar fora, ir ao cinema, é essencial para um casamento feliz, um casamento amigo. Nunca fique trancados em casa, sempre saia, mesmo que seja num final de semana, aproveite o casamento se divertindo, nas férias aquela viagem inesquecivel.

3) Não deixe os problemas desgastar sua relação, dívidas, problemas com filhos, isso é uma coisa, casamento é outra, para o Amor não existe problemas, lembre se tudo na vida tem solução, por isso, nunca abale seu casamento por coisas pequenas.

4) Amar á cima de tudo, quem ama não maltrata, quem ama defende á cima de tudo, faz tudo para demonstrar um verdadeiro amor, uma forma de gratidão, por isso ame seu parceiro ou sua parceira.

Casar é uma dádiva divina, Lembre se, essa pessoa que você se casou foi o destino que tratou de os unir, essa pessoa que você convive é sua metade, é seu amor, é o seu outro lado, Por isso, Casar é dadiva de Deus.


A roupa e os sapatos que não deve comprar

Quando for comprar roupa com o seu filho, não faça todas as vontades da criança. Nunca compre roupas apertadas ou que tenham exatamente o tamanho da criança.

Procure modelos mais folgados, mas sem exageros, que permitam uma maior liberdade de movimentos. Peças de roupa que se enruguem facilmente, como as de linho, que terão um aspecto desgastado passado pouco tempo de serem vestidas, também são de se evitar.

Excluídas estão também roupas que retenham a transpiração e impeçam os movimentos das crianças. Sedas sintéticas ou tecidos que não permitem a evaporação do suor, para ocasiões especiais, como festas ou casamentos, também devem ser riscados da lista.

Sapatos apropriados

O calçado também é da maior importância. Lembre-se que os membros inferiores têm a difícil tarefa de suportar o peso do nosso corpo e de o locomover diariamente, logo é fundamental que se sintam confortáveis.

"O tipo de calçado a escolher depende muito da idade da criança", realça a pediatra, no entanto, há três regras básicas: ser sólido, ser flexível e absorver bem a transpiração. Carlos Gouvea aconselha que a criança ande calçada desde o início da marcha:

"Os sapatos apropriados para crianças que estão a começar a andar devem ser fechados (no Verão pode optar sandálias fechadas) devem ter uma boa base, a palmilha deve ser mais elevada na parte interna e deve haver um ligeiro reforço da parede interna do sapato (contraforte interno)".

Comprimento certo

O tamanho do calçado deve ser adequado ao pé da criança, porque quando é demasiado pequeno magoa e impede o crescimento do pé, quando é grande pode originar bolhas e provocar quedas. Os sapatos devem estar bem ajustados ao pé, daí que os mais adequados para as crianças sejam aqueles que se ajustam à medida do pé.

Quanto ao material, "o melhor é o couro", Segundo o pedriatra. A pele deixa os pés respirar e é menos propícia ao aparecimento de bolhas do que a borracha e outros materiais sintéticos que devem ficar confinados à sola por serem materiais antiderrapantes.

Escolha o brinquedo de acordo com a idade e o desenvolvimento da criança e assegure-se que tem o símbolo CE.

Antes de comprar, leia todos os avisos e instruções. Se não existirem, opte por outro.

Antes de dar o brinquedo à criança retire-o da embalagem e passe a mão sobre o brinquedo e verifique se existe, pontas e bordos. Guarde a identificação do fabricante ou importador. Verifique se existem peças pequenas facilmente destacáveis e certifique-se de que as costuras impedem o acesso ao enchimento.

Evite brinquedos com cordas ou fios compridos. Evite ainda que os mais novos utilizem os brinquedos dos mais velhos. Ao adquirir patins, skates e afins, compre também o capacete, cotoveleiras e joelheiras.

Convivência entre irmãos

redação Universo Familia

É Normal acontecer brigas entre irmãos, mais isso acaba com a convivência familiar. Vamos por um basta nisso?

Irmãos novos X Irmãos mais velhos
Quando o irmão mais velho provoca o mais novo, é por que ele sente ciumes dos pais com o irmão, normal. O Certo é, carinhar, da amor, atenção, da mesma forma, e em momento algum negar carinho para ele por ele ser mais velho, Isso se chama separação, A Criança pode pensar que você gosta mais do irmãozinho mais novo do que dele, Então, para ser um bom pai e uma boa mãe de ambas partes sempre trate os dois com imensa igualdade. Fazendo isso as brigas acabam, e o mais velho reconhece que é tudo igual. Agora, se o mais novo provocar, O Certo é ensinar a ele a respeitar o irmão, colocando de castigo e tirando as coisas que ele gosta, assim as brigas acabam de vez.

Irmãos da mesma idade
Se for da mesma idade e um provocar o outro, sempre seja rigoroso ou rigorosa com as regras, coloque de castigo explique o motivo, e imponha suas regras como "Não quero mais que você provoque seu irmão", Agora se a briga for de ambas partes, coloque os dois de castigo exigindo desculpas um ao outro, Seja rigoroso no castigo e nas coisas que a criança gostar, Assim ele aprende que ja mais pode brigar com seu irmão, Sempre ensine a ele que nada se consegue gritando, brigando e se esmurrando e sim na base da educação e da conversa.

Irmãos adolescentes
Neste caso, é sempre bom sentar e ouvir ambas partes, Se caso ouver algo que você descorda aproveite e fale, Coloque os dois frente a frente para eles falarem o que não esta gostando, e faça os dois prometer que ira trabalhar para melhorar, Para os adolescentes o castigo é tirar algo que adoram para compensar a briga, Assim eles percebem que cada vez que brigam perdem algo por dias, ou até mesmo por meses, Não tenha medo de procurar uma ajuda psicologica se caso a briga continuar.

Jovens X jovens
É sempre normal irmãos ou irmãs brigarem por namoro, Neste caso, é essencial ensinar que irmãos são somente eles, e namorada ou namorado tem aos montes, E faça os dois terminarem o relacionamento e voltarem a ser amigos. Se caso não melhorar, recomendo um tratamento psicologico aos dois.
Familia e Casamento

Familia e casamento as vezes acostuma dar certo, Mais eu ainda não cheguei aonde eu quero. Primeiro, quando existe aquele clima de namoro, a familia do marido ou da esposa, se torna perfeira, aceita o relacionamento, tudo esta mil maravilhas, em alguns casos isso não é assim, depois do namoro, noivado, casamento, justamente quando existe uns meses de casamento os familiares de ambos começa a palpitar na vida do casal.Um familiar da um palpite, uma opinião, é aceita por um mais não por outro, É justamente nessas opiniões que começa o desconforto familiar.

Opiniões de fora, ajuda?
Não, as opiniões de fora não ajuda de forma alguma, pelo contrário, pode acabar estrovando, Faça sempre o possivel para resolver as coisas entre o marido a mulher e os filhos, Opinião familiar geralmente não acostuma ser bem vindo em um relacionamento, é importante sempre prezar as opiniões de fora sem ficar nervoso, mais lembrando sempre nunca se deixe levar por opiniões de fora e faça o oposto que já tinha combinado com o parceiro ou a parceira, Sempre valorize as opiniões feitas e aprovadas por você e seu esposo ou sua esposa.

A Sogra
Utimamente eu não ando recebendo muitos e-mail de pessoas com problemas com sogras, mais é essencial que a sogra se mantenha neutra diante de uma opinião da nora ou de seu genrro.

Cunhado
Eu atendi um caso de um marido extremamente nervoso, por que sua esposa não aceitava seu cunhado dormir em sua casa, Eu aconselhei a ele entrar em um acordo com sua esposa e ver se realmente ele pode dormir, se a palavra dela for não eu o aconselhei a não dar o poso para o irmão.

Existe cunhados que não se dão bem, principalmente cunhadas mulheres, tudo por que ainda pensa que o irmão pode ficar achando as amigas bonitas, ou pode ainda ter amigas mocinhas, Ja mais faça isso, você pode estar causando uma imensa tristesa em sua esposa. Existe cunhados que pensa que a irmã é empregada, ou até mesmo sua mãe, Faça o possivel, entre em uma concordia com seu marido para reconhecer o que pode ser feito, lembre se armonia no casamento em primeiro lugar, ja mais brigue ou tente forçar a barra, O que pode ser satisfação para você se torna insatisfação á seu parceiro.

Sogro
A Presença do sogro é importante, mais quando o sogro é amigo da esposa ou do marido, em vários casos que já atendi sempre o sogro dando palpites na vida da filha, Na minha opinião sogro e sogra já foram felizes nos primeiros meses de casamento, aproveitaram o casamento, agora é a vez de deixar os filhos avontade, deixar os filhos terem suas próprias opiniões, seus próprios problemas, e ja mais se interferir em brigas de casais, sempre se manter neutro.

Outros familiares
É sempre bom se reunir com os familiares, mais quando existe uma certa frequencia de familiares na casa do casal começa a perder a privacidade, por isso, nunca seja grosseiro, mais evite receber familiares em casa, o casamento pode perder o sentido, diante de várias opiniões, várias sugestões, Sempre mantenha armonia no seu lar, é uma delicia receber familiares, mais num dia marcado ou até mesmo em um final de semana.

Consequências psico-emocionais do abortamento espontâneo e morte fetal

redação Universo Familia

Enfrentar e ultrapassar um aborto é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático da mulher.

A gravidez e um momento especial na nossa vida, uma experiência única para nós mulheres, para o seu esposo e para a família em geral. Época plena de mudanças e descobertas de emoções e comportamentos até ai desconhecidos, novas identidades, novos significados existenciais e novos papéis.

Momento de gravidez é também gerador de novas exigências e necessidades afectivas em relação aos outros, em particular, ao filho, a quem a mulher se sente ligada desde o inicio por uma relação de dependência mútuo e progressiva.

Segundo a teoria de vinculação, o desenvolvimento de relações afetivas corresponde a um processo psicológico normativo, adquirido ao longo da evolução filogenética e fortemente enraizada no reportório humano.

A figura de vinculação é permanente fonte de segurança para a criança. Quando se sente ameaçada, busca proteção e conforto junto da mãe, revelando comportamentos de vinculação como o aproximar-se, o choro ou procura de contato.

Tradicionalmente, prevalecia a ideia de que a ligação mãe-bebê é iniciada por altura do nascimento, no entanto, e contrariando a imagem da passividade psicológica da mulher grávida em relação ao feto, é hoje consensual que se começa a formar durante a gravidez uma relação afetiva ao bebê.

Muito antes do nascimento, existe uma forte união, a mãe sente o seu filho como fazendo parte de si e partilhando consigo uma história recheada de experiências e momentos únicos, vividos a um nível íntimo e exclusivo.

A ligação afetiva é fortalecida ao longo da gravidez em particular a partir do segundo trimestre, altura em que os movimentos fetais começam a ser percebidos.

Por vezes a gravidez não corre bem e surge um aborto espontâneo. A impossibilidade de conhecer um bebê que se amou muito pode ser um evento extremamente complicado para a mãe, pai e a família. Quando ocorre a perda de um bebê, surge um período de dor e sofrimento que a mulher tentará ultrapassar. A perda de um filho é um processo de traumático ligado á perda de um objeto de amor.

Enfrentar e ultrapassar um aborto é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático da mulher. A maioria das mulheres que sofre de aborto espontâneo consegue ultrapassar a perda, sem sofrer de perturbações psicológicas associadas. Mas o aborto pode ser bastante traumatizante, gerando perturbações psicológicas como a depressão e a ansiedade.

As mulheres que sofreram aborto espontâneo são consideradas um grupo de risco e devem ser acompanhadas se existirem indícios de sequelas psicológicas desse aborto. Alguns dos sintomas apresentados anteriormente são normais no período inicial e fazem parte do processo natural de luto. No entanto, alguns destes sintomas permanecem durante muito tempo, afetando ou comprometendo o regresso à vida normal. Algumas mulheres sentem que jamais poderão ultrapassar a perda.


O sinal de alarme existe quando uma criança em idade de se socializar não consegue fazer amigos, aprender adequadamente na escola, pedir ajuda quando necessita, falar em frente de outras pessoas, ou quando só se sente segura junto da mãe e tem grandes dificuldades em separar-se dela.

Nestes casos a timidez coloca a criança numa situação de isolamento que, quanto mais se consolidar, mais dificilmente poderá ser modificada. Nas escolas é fácil detectar as crianças que têm estas dificuldades, porque geralmente não brincam no recreio e não participam nas aulas. Muitas vezes este comportamento retraído não corresponde ao comportamento da criança em casa. Nas situações mais complexas pode chegar a haver mudismo, ou seja, a criança não fala quando está fora de casa.

Como ajudar a criança?

A ajuda que pode ser dada passa por criar sentimentos de confiança, elogiando as suas vitórias, desvalorizando os seus fracassos. É importante animá-la e motivá-la a desenvolver amizades, por exemplo, convidando amiguinhos para casa. Mas não pressionando para que mude. Deve ser evitado o rótulo de tímida e não permitir que outros o façam. No entanto, é também importante não a proteger em demasia, pois isso só reforçará o seu comportamento retraído e o sentimento de incapacidade.

É também essencial estimular a criança a falar sobre as suas emoções, sem a forçar nem repreender quando não o consegue. Não falar por ela, pois se aquilo que representa uma dificuldade para a criança é tão facilmente solucionado pelos pais, ela não sentirá um grande incentivo para modificar.

O caminho para a independência

Porque a confiança e a segurança que uma criança tem em si própria são construídas a partir de situações reais, conflitos e desafios que no decorrer de cada dia se vão apresentando, à medida que as crianças crescem, devem a pouco e pouco distanciar-se saudavelmente dos seus pais, para progressivamente se integrarem e desenvolverem no mundo dos adultos.

Disciplinas e Punições

redação Universo Familia

A questão da coerência é importante, por exemplo, no que se refere a bater na criança para a castigar. Os pais dizem-lhe que não deve ser agressiva nem bater nos outros e ao mesmo tempo castigam-na com uma palmada? A criança pode sentir injustiçada e não compreenderá essa contradição, desvalorizando o que os pais lhe dizem que está certo.

No entanto, a disciplina não implica apenas punições quando a criança faz algo que não deve fazer. Ao mesmo tempo que deve ser deixado claro o que não deve ser feito, também deve haver uma recompensa (que pode ser um simples elogio) para a boa conduta da criança. Fará a criança se sentir reconhecida e nada melhor do que dedicar à criança todos os dias momentos de atenção positiva para evitar, por um lado, chamadas de atenção inadequadas e, por outro lado, para criar oportunidades de interação positivas e agradáveis para a criança.

É muito importante que a criança perceba aquilo porque está a ser recompensada. O mesmo deve acontecer no que se refere às más condutas, ou seja, a criança deve compreender muito bem qual o motivo que despoletou a punição e quais são as alternativas corretas.

As implicações da ausência de atenção dos pais

Estes comportamentos são, por vezes, formas de chamar a atenção dos pais, uma vez que qualquer criança prefere a atenção que é dada por um comportamento inadequado do que a ausência de atenção.

Se os pais observarem melhor as suas crianças, perceberão que grande parte da sua teimosia está relacionada o seu crescimento e com o delimitar da sua individualidade e ideias próprias. Esta é uma fase importante no seu crescimento, para que desenvolva a sua autonomia e teste os seus limites.

Alguns exemplos e sugestões:

- Insiste em vestir uma roupa inadequada: separe duas ou três roupas possíveis e deixe que a criança escolha dentro dessas hipóteses aceitáveis;

- Recusa tomar banho: faça do banho um momento divertido e tente perceber se há algo que a assuste, como a água ou o champo nos olhos ou no rosto;

- Não deixa os pais conversarem com outras pessoas: pare um pouco a conversa e dê-lhe atenção ou deixe-a participar também;

- Não quer ir para a cama: leia uma história ou negocia com ela uma hora para ir para a cama (não compensa entrar em conflito por dez minutos);

- Quer dormir na cama dos pais: nunca deve permitir, fique um pouco com ela no quarto, leia uma história ou converse um pouco com ela;

- Não aceita um “não”: explique-lhe o porque do não, mantenha-se tranquila e ignore a birra, repetindo de vez em quando que já lhe explicou o porquê do “não”; o seu controlo ajudá a recuperar o seu próprio controle;

- Diz palavrões: a criança só repete o que ouve, por isso é importante ter cuidado na linguagem usada na sua presença; não se limite a repreender, explique porque é feio dizê-lo e que as palavras podem magoar tanto como uma palmada.

Morte

redação Universo Familia

Até aos três anos, a separação é o que mais preocupa a criança. O medo de ser abandonada pelos pais é uma constante, já que se sente desprotegida quando a mãe não está ao alcance dos seus olhos.

Isto porque é nesta fase que a exploração do meio se inicia, e pode assistir a um pássaro ser devorado por um gato. A morte, nesta altura, não é encarada como um fato permanente.

Para isso contribuem os desenhos animados em que o herói é imortal. A criança assiste a atropelamentos e explosões, sem que um ferimento seja visível. Por isso há que em conta os acidentes domésticos, já que não há a noção de perigo.

Depois dos cinco anos, a morte passa a ter um rosto e um corpo. Vulgarmente é um esqueleto que aparece para levar algumas pessoas. Esta faixa etária é particularmente vulnerável.

Já possuem alguma bagagem cognitiva que lhes permite perceber o que se passa, mas não têm meios de lidar com o facto em si. Sensivelmente aos nove anos, é que é adquirido o conceito de morte como um fenômeno biológico e irreversível.

Medo da morte

Não é raro que, caso se trate da morte de um dos pais, a criança tenha receio que o outro morra também. Esta angústia traduz-se frequentemente em comportamentos difíceis de entender.

Se a reação é de tristeza, não existem dificuldades em identificar a dor subjacente, mas existem crianças que se tornam distraídas, hiperactivas ou que tem súbitas explosões de agressividade.

É a outra face da depressão, que não sendo tão evidente, pode não ser imediatamente associada à perda. Outros ainda, apresentam sintomas orgânicos como dores de cabeça, vômitos, dores musculares, etc. Quando recorrem a um médico, nada é detectado, uma vez que se tratam de somatizações.

Estes comportamentos surgem mais frequentemente em famílias nas quais existe dificuldades em falar sobre o sucedido. Surgem, por vezes, regressões no desenvolvimento: voltam a fazer chichi na cama, querem usar chucha ou beber leite pela mamadeira.

Comportamentos caracterizados por excessiva dependência, são também frequentes. Querem estar sempre agarrados aos pais e não vão brincar. Podem ir buscar consolo num brinquedo ou cobertor que os passa a acompanhar para todo o lado.

Confiança

redação Universo Familia

A auto-confiança é um elemento essencial em todos os aspectos do desenvolvimento saudável do seu filho e um elemento fundamental no sucesso escolar.

A confiança é uma crença na sua capacidade de conhecer profundamente o seu corpo, o seu comportamento e os desafios que irá encontrar ao longo da vida.

As crianças que têm confiança em si próprias gostam de aprender novas capacidades e enfrentar novos desafios. Esperam também que os adultos sejam cooperantes e que apoiem os seus esforços.

A auto-confiança é também fundamental para a convivência com os outros e para resolver muitos dos desafios sociais— como a partilha, a competição e o fazer amigos – que as crianças encontram no ambiente escolar.

As crianças com auto-confiança vêm que os outros as apreciam e esperam que os relacionamentos sejam satisfatórios e divertidos.

E como se desenvolve a auto-confiança? Os bebês nascem sem qualquer sentido da sua existência como seres individuais e distintos. Aprendem a ser quem são primeiramente através das suas interações e experiências com outros.

Os principais prestadores de cuidados – pais, familiares, educadores e professores – refletem para as crianças as suas forças e características especiais únicas.

Em grande parte, o sentido de confiança de uma criança é formado e acarinhado (ou não) por aqueles que cuidam da criança. Observamos como a confiança aumenta ao longo dos primeiros três anos de vida:

- Um recém-nascido chora e é consolado pela mãe. O bebê percebe que é amado, importante e que merece ser reconfortado.

- Um bebé de 8 meses agita a boca e sorri com os sons que ouve. A pessoa que está com ele diz-lhe "Que gracinha, Meu amor." Este bebê fica sabendo que consegue resolver questões de forma inteligente.

- Uma criança de 1-2 anos pega num banco para chegar ao seu brinquedo favorito – o Celular do pai – que está em cima da mesa. "Não pode brincar com o meu celular," diz o pai, "Mais por que não brincar com isso?" entrega-lhe um celular de brincar com o qual a criança pode fingir que faz chamadas. Esta criança percebe que os seus interesses são importantes e que será respeitada e apoiada (dentro dos limites) por aqueles que a amam.

- Uma criança de 3 anos soluça quando os pais saem para jantar...sem a levar. Os pais ajudam a acalmar a criança e a ficar tranquila. Esta criança percebe que os seus sentimentos são importantes e que os pais estão atentos e respondem às suas necessidades quando está ansiosa.

Auto-Confiança em Seu filho!

redação Universo Familia

Em seguida irei apresentar algumas formas de potenciar a auto-confiança do seu filho através de interações diárias.

Estabeleça rotinas com o seu filho. Quando existem acontecimentos previsíveis, quando estes acontecem mais ou menos à mesma hora todos os dias, o seu filho sente-se seguro, protegido, confiante e com controlo sobre o seu mundo. Ele sabe, por exemplo, que primeiro está o banho, depois os livros, depois uma canção e depois está na hora de ir dormir.

Compreende o que se irá passar em seguida e prepara-se para estas mudanças. Se os acontecimentos do dia-a-dia forem aleatórios, isso poderá causar à criança um elevado nível de ansiedade.

Se a vida não fizer sentido, a criança poderá sentir-se mal amado e até assustada para explorar o mundo. Quando as crianças sabem o que esperar, sentem-se mais aptas a brincar, crescer e aprender.

Descubra, e permita, diversas oportunidades para brincar. Brincar é a forma que as crianças tem que descobrir coisas sobre si próprias, sobre os outros e sobre o mundo que as rodeia.

Através da brincadeira, as crianças aprendem também a resolver problemas e a desenvolver a confiança — descobrir a bola por trás do sofá, acertar na forma certa para encaixar na posição correta, fazer com que o boneco de mola salte da caixa.

Uma criança que aprende a premir um botão num brinquedo para ouvir um som agradável esta pronta para aprender que pode fazer com que as coisas aconteçam.

E também através da brincadeira que as crianças aprendem a conhecer os sentimentos dos outros, tentam novos papéis e resolvem sentimentos mais complexos.

Uma criança de dois anos que veste a roupa da mãe e finge que vai trabalhar poderá estar a tentar resolver os seus próprios sentimentos sobre a separação. Uma criança de três anos que brinca com os Power Rangers poderá estar a tentar ser mais assertiva, a dominar os seus medos ou a libertar sentimentos mais agressivos.

Permita que a criança comande a brincadeira – isso irá reforçar a sua confiança, a sua capacidade de afirmação e de liderança.

Ajude o seu filho a aprender a resolver problemas, mas não os resolva sempre por ele.

Medo da morte

redação Universo Familia

Não é raro que, caso se trate da morte de um dos pais, a criança tenha receio que o outro morra também. Esta angústia traduz-se frequentemente em comportamentos difíceis de entender.

Se a reação é de tristeza, não existem dificuldades em identificar a dor subjacente, mas existem crianças que se tornam distraídas, hiperactivas ou que tem súbitas explosões de agressividade.

É a outra face da depressão, que não sendo tão evidente, pode não ser imediatamente associada à perda. Outros ainda, apresentam sintomas orgânicos como dores de cabeça, vômitos, dores musculares, etc. Quando recorrem a um médico, nada é detectado, uma vez que se tratam de somatizações.

Estes comportamentos surgem mais frequentemente em famílias nas quais existe dificuldades em falar sobre o sucedido. Surgem, por vezes, regressões no desenvolvimento: voltam a fazer chichi na cama, querem usar chucha ou beber leite pela mamadeira.

Comportamentos caracterizados por excessiva dependência, são também frequentes. Querem estar sempre agarrados aos pais e não vão brincar. Podem ir buscar consolo num brinquedo ou cobertor que os passa a acompanhar para todo o lado.

Como abordar o tema com a criança

redação Universo Familia

São poucas as pessoas que se sentem à vontade para falar com as crianças sobre a morte. Algumas optam mesmo por levá-las ao psicólogo, temendo que estejam traumatizadas com a situação. Contudo, não é a situação em si que é geradora do trauma mas sim todo o silêncio que a envolve.

Não existem temas impossíveis de abordar. Alguns apenas exigem uma maior sensibilidade por parte dos adultos. Também não existem receitas que se possam aplicar em todos as situações. Cada caso é um caso e tem que ser tratado de modo diferente.

É certo que quando é um dos avós morre, o pai ou a mãe sentir tão fragilizado que dificilmente será capaz de apoiar os filhos logo nos primeiros momentos.

Por esse motivo, procurar o apoio dos familiares e amigos é fundamental para que o adulto se possa equilibrar emocionalmente e assim incluir os filhos no processo de luto.

Deixe-a chorar !

A ajuda que podemos dar a qualquer criança, jovem adolescente ou mesmo adulto, é partilhar os seus sentimentos. Deixar que fale, grite ou chore, se necessário. Irem ao cemitério juntos e colocar flores sobre o túmulo, são atos simbólicos que facilitam o luto e ligam afetivamente as pessoas.

Permitir que se fale normalmente sobre o falecido, recordando os momentos bons, é mantê-lo vivo na memória de todos. Se a criança quiser ver um filme onde está o pai/mãe que faleceu, não há motivos para o impedir.

É certo que causa alguma saudade, mas faz parte da vida e assim deverá ser encarado.


Saiba dosear a realidade

Não prestamos ajuda se a esconderem a realidade de Nós. Contudo, temos que saber dosear essa realidade. É um pouco como falar de sexo a uma criança. Primeiro temos que perceber o que é que a criança já sabe sobre o assunto, para depois irmos dizendo à medida da necessidade de cada uma.

Não vale a pena romancear o tema se a criança já souber de tudo. Assim a criança se sente enganada. A criança mais cedo ou mais tarde terá que perceber que o morto não voltará nunca! Depois é fornecer o apoio necessário para que vivam o seu luto de uma forma saudável.

Não ter um processo de luto adequado, pode mais tarde traduzir-se na incapacidade de possuir relacionamentos próximos, já que o medo constante da perda impede que se liguem afetivamente a alguém.

Informe

É importante que as crianças recebam informações imediatas e seguras sobre o que aconteceu. Um adulto deve disponibilizar-se para responder com a maior sinceridade às perguntas que forem sendo feitas.

A participação no pesar familiar, facilita o processo de luto. Sentir que todos sofrem e que se podem apoiar nos momentos mais duros da vida, vai permitir um amadurecimento afetivo.

A partir de que idade a criança adquire o conceito de morte

redação Universo Familia

Até aos três anos, a separação é o que mais preocupa a criança. O medo de ser abandonada pelos pais é uma constante, já que se sente desprotegida quando a mãe não está ao alcance dos seus olhos.

Isto porque é nesta fase que a exploração do meio se inicia, e pode assistir a um pássaro ser devorado por um gato. A morte, nesta altura, não é encarada como um fato permanente.

Para isso contribuem os desenhos animados em que o herói é imortal. A criança assiste a atropelamentos e explosões, sem que um ferimento seja visível. Por isso há que em conta os acidentes domésticos, já que não há a noção de perigo.

Depois dos cinco anos, a morte passa a ter um rosto e um corpo. Vulgarmente é um esqueleto que aparece para levar algumas pessoas. Esta faixa etária é particularmente vulnerável.

Já possuem alguma bagagem cognitiva que lhes permite perceber o que se passa, mas não têm meios de lidar com o facto em si. Sensivelmente aos nove anos, é que é adquirido o conceito de morte como um fenômeno biológico e irreversível.

As crianças devem ir aos funerais?

redação Universo Familia

É sabido que é preferível chorar um morto que um desaparecido. A morte tem um local onde a veneração é passível de ser feita. O desaparecimento é a incerteza, o vazio total, o luto interminável.

No caso de acidentes graves, em que algumas pessoas entram em coma e outras acabam por falecer, a situação é semelhante. Ao acordarem do coma, ergue-se um vazio. Não existe um corpo que permita o teste da realidade, já que tanto o velório como o funeral, já aconteceram.

Muitas pessoas iniciam assim, um processo de luto patológico. É por este motivo que se aconselha a presença de toda a família nos rituais funerais. Deste modo, todos se apercebem do final e podem chorar a sua mágoa.

No caso das crianças, há que acompanhá-las de perto mas permitindo-lhes que estejam presentes. A expressão da dor, varia de pessoa para pessoa e assim é também com as crianças.

Algumas choram copiosamente, outras optam pelo silêncio.Se Constata que o pranto é tanto mais longo, quanto mais velha for a criança, possivelmente devido à consciência da irreversibilidade da situação.

Sentimentos de culpa

redação Universo Familia

Todos nós, num momento de profunda raiva, Ódio, somos capazes de desejar a morte a alguém, Eu pelo menos não. Sabemos que o desejo não passa disso mesmo, e que ninguém é preso por desejar. Com as crianças acontece o mesmo, só que não existe uma clara fronteira entre o desejo e a realidade.

Se o desejo se concretizar, estas crianças poderão ficar profundamente afetadas porque, inconscientemente, irão assumir a culpa pela morte da pessoa. Não só se coloca esta questão quando se fala da morte, mas também noutras situações de perda, como separações ou divórcios.
É que a morte não sendo encarada como permanente, confunde-se com a ausência, e assim o divórcio será eventualmente vivido do mesmo modo.


Sensação de abandono

O sentimento de culpa e a sensação de abandono surgem frequentemente a par. Uma criança de cinco anos, tanto se culpa pelo desaparecimento da mãe, como sente raiva por acredita que foi abandonada por ela.

Por isso perguntará com frequência “ela foi embora porque não gostava de mim ? “, “foi porque me portei mal ?”. Há, por isso mesmo, a necessidade de desfazer estas ideias e que melhor maneira senão dizendo a verdade ?

“ A mãe morreu porque estava doente”. “Mas foi para o céu ?” , “Ninguém sabe, mas acreditamos que sim. Agora ela é uma daquelas luzinhas que vês lá no alto”, “e as outras luzinhas também foram pessoas ?”, “sim”, “então se eu for de avião, posso visitá-la !”.

Esta é uma ideia bastante comum, já que as crianças pensam que o céu não é diferente dos outros lugares e que a volta é apenas uma questão de tempo. Outras perguntam onde é o céu, o que é que as pessoas fazem ali, o que vestem e o que comem.

Mamãe Super-Exigente

redação Universo Familia

Existe vários tipos de mães, erra o ditado que diz que mãe é tudo igual. Nesta semana iremos falar sobre as desigualdades das mães. Vamos começar falando da Mamãe Super Exigente.

À medida que a criança cresce e antes de ir para a escola, ao "Pode” e “não pode", junta-se o "deve-se” e “não se deve". Deste modo, surge a ideia do dever ou obrigação, necessário para construir a personalidade que terá de se inserir no mundo social. No entanto, os “pequenos” do lar encontram desagradáveis travões quando, inevitavelmente, começam os intercâmbios com outros ao sair de casa. Menos notórias são (à primeira vista) as dificuldades das crianças auto-exigentes, ou seja, que impõem a si mesmas a obrigação, mais ou menos estrita, de acatar as regras.

São crianças muito bem aceites socialmente, que "nunca dão trabalho", são educadas, amistosas e dóceis. Não se sujam, não incomodam, não gritam e fazem as suas tarefas sem discutir. O seu aspecto é o de uma criança muito esmerada e limpa. Mas a sua felicidade parece estar ligada fortemente à aceitação dos demais. A atitude materna tem uma enorme incidência na produção de condutas "correctas". As mães muito exigentes estão ansiosas para que o filho consiga. Detestam que esteja molhado e sujo, e às vezes mostram o seu desagrado perante a criança no momento de a limpar e mudar com a mesma intensidade com que a beijam e felicitam quando, já limpinha e seca, volta a ser a criancinha "dos seus sonhos".

A própria intolerância perante a frustração pode ser transferida pela mãe ao seu filho, com uma modalidade muito demonstrativa que o pequenino percebe inequivocamente, e que tem a ver com um contato corporal, com a intensidade dos beijos e abraços, com as palavras e os gestos de gosto e desgosto que expressam os sentimentos maternos perante o que acontece com o seu filho. A mãe começa a premiar ou a castigar as respostas da criança e a transmitir uma mensagem inconsciente:

- Um contato corporal muito estreito, cuja declaração de amor: "este é o meu filho, limpo, seco, e cheroso''

- Um distanciamento ou frivolidade notórios (castigo), cuja mensagem significa recusa: "assim não te conheço, não é o filho que amo".

A imposição de limites exagerados, e precisos, é uma característica da relação que convém evitar. O filho prejudica-se afetivamente quando deve renunciar aos seus desejos para obter o amor maternal, e sofre com a recusa ou afastamento a que a mamãa o "condena" quando não se comporta como a criança dos seus sonhos. A mamãe super-exigente tende a dramatizar as situações, e uma mancha ou um objeto partido, por exemplo, podem transformar-se numa cena inesquecível para a criança.

Assim, a criança que se suja, que parte ou desarruma, acaba por se sentir culpada e teme ser abandonada pelos seres que mais quer e a quem não pôde agradar. Logo, encontrará algumas fórmulas que lhe permitam reassegurar o sucesso das suas acções. Então, descobrirá que se não brincar com barro ou aguarelas, não sujará nem os dedos nem a roupa. Também se esforçará por reter o chichi e o cocô, do mesmo modo como insistirá embora não tenha "vontade", de fazer as suas deposições quando a mamãe quer.

Em resumo: é melhor não se enganar e também é melhor não se arriscar. Quer dizer, não provar, não criar, ir pelo seguro, e tentar compensar as falhas com mais aplicação, com mais cuidado, com mais esforço... com mais temor. A criança só se sentirá feliz se tiver sucesso, porque isso lhe garante que será amada. Mas, o exagero e a procura contínua da criança perfeita podem prejudicar o filho e a relação com os seus pais.

A mamãe-menina

redação Universo Familia

A mamãe que tem dificuldades em cumprir o seu papel não costuma aperceber-se de que se comporta como uma criança. Age espontânea e alegremente, e desfruta a rir-se e a brincar. Na realidade, sente-se feliz com o seu filho e às vezes age impulsivamente. O seu carinho impõe-se na hora de dar o prazer à criança e deixa-a fazer o que quer sem grandes interferências. Mãe e filho compreendem-se muito bem; ela é tão carinhosa com o pequenininho que, ao vê-los brincar, são como duas crianças.

No entanto, quando a criança se sente alterado ou tem um problema de saúde, a mamãe prefere que o papai, as avós ou a babá tomem conta do pequenininho até que esteja bem. Não se trata de abandono, mas sim de uma preferência. E a imaturidade fora de tempo da mãe-menina acaba por gerar na criança uma falsa ideia de maturidade, também extemporânea. Precocemente, a criança escolherá o seu menu, a sua roupa, e desde logo os seus passeios, a hora de tomar banho ou de dormir.

Sem discussões, nem rebeldias, tudo sucede quase simpaticamente, e a mamãe mostra – por vezes com orgulho – as habilidades do filho e a sua tranquilidade para decidir pelo sim ou pelo não. Não há oposição às suas escolhas, e o pequenito cobra uma autonomia que ressalta perante o comportamento geral das outras crianças, além de fazer o que quer e quando quer.

Controladas facilmente no ambiente do lar até aos 3 ou 4 anos, as falhas começam a notar-se nas primeiras saídas sociais (casa de amigos, supermercado ou centro comercial), para se tornarem mais evidentes no jardim infantil: diferente do que acontece em casa, a professora consegue colocar uma distância emocional e distinguir entre o seu ser adulto e o ser infantil dos seus alunos.

Com os anos, se a situação que deu origem a este comportamento não se corrige, o período escolar não será agradável. Por isso, é importante descobrir as atitudes exageradamente infantis da mamãe, e reconhecer quando é coerente deixar as decisões a cargo do filho e quando correspondem à ação da criação e da educação, que são funções dos pais.

Mamãe-indecisa

redação Universo Familia

Hoje sim, amanhã não, depois, quem sabe... são frases ou palavras que poderiam representar a qualidade indecisa de uma mamãe ou de um papai que, por não serem consistentes nas suas ideias, geram no filho desconcerto e confusão. A indecisão como forte traço de carácter pode apresentar-se nas pessoas que alternam com frequência estados anímicos opostos. Reconhecem-se vulgarmente como seres que se expressam de forma eufórica ou depressiva, abrindo e fechando ciclos (de euforia ou depressão) sem que medeie alguma causa facilmente observável.

Do desinteresse a ser docemente permissiva, alegre e bem disposta, são os mais pequenos que notam os sinais que às vezes passam despercebidos, inclusive para a mamãe. Eles, melhor do que ninguém, Percebem-se quando ela está triste, alegre, doente ou indiferente. Trata de uma questão recíproca, porque a mãe também sente e pressente as emoções e sentimentos que alteram o seu filho. Dos seus pais, e especialmente da mãe, desde muito cedo, os pequenininhos aprendem a comportar para concordar: se a sua mamãe fica contente, significa que o que ele faz está bem, mas se ela está triste, é muito provável que o filho se sinta culpado.

As mudanças surpreendem e desconcertam as crianças pequenas até ao grau de assustá-las tanto que reagem de modos extremos. Se recebe sinais contraditórios, o pequenito começa a desconfiar do seu próprio comportamento: "O que eu fiz de mal, pois a mamãe não me olha e não me fala como sempre? O que eu fiz que ela se irritou?". As condutas parecem ser mais prejudiciais para a psicologia infantil que outros comportamentos imperfeitos, mas constantes. Às vezes, a mamãe está consciente das suas mudanças afetivas, embora desconheça as causas.

Se quer evitar prejudicar o seu filho, pode tentár, agregando alguns dados na comunicação que tem com ele, independentemente da sua idade. O importante é evitar a confusão infantil que se baseia na impossibilidade de compreender o que acontece a partir da visão naturalmente imatura de uma criança que, além do mais, se sente o centro do universo e acredita ser o causador de tudo. Se o seu filhinho não consegue estabelecer relações válidas devido à imprevisível conduta materna, tão pouco poderá progredir no campo lógico. A explicação ("Não é sua culpa, a mamãe hoje está aborrecida para brincar hoje. Brincamos outro dia") liberta a criança da dúvida e melhora a compreensão, e ao fim ao cabo, o vínculo mãe-filho.

É necessário apontar a personalidade do filho manifestando a invariável segurança do carinho que tem, e reforçando a ideia de que as mudanças negativas na relação com a sua mãe, não são culpa sua. O ingresso precoce no jardim infantil ajudará a criança e a família a gerar um marco mais equilibrado e confiante que compense as desigualdades domésticas. Passados os seis anos, os Pequenos já podem desenvolver-se relativamente bem, "deixando passar" os períodos negativos sem danificar em excesso a inter-relação com a mãe. No entanto, desde o nascimento até essa idade, há uma zona que é necessário preservar.