A mamãe-menina

redação Universo Familia

A mamãe que tem dificuldades em cumprir o seu papel não costuma aperceber-se de que se comporta como uma criança. Age espontânea e alegremente, e desfruta a rir-se e a brincar. Na realidade, sente-se feliz com o seu filho e às vezes age impulsivamente. O seu carinho impõe-se na hora de dar o prazer à criança e deixa-a fazer o que quer sem grandes interferências. Mãe e filho compreendem-se muito bem; ela é tão carinhosa com o pequenininho que, ao vê-los brincar, são como duas crianças.

No entanto, quando a criança se sente alterado ou tem um problema de saúde, a mamãe prefere que o papai, as avós ou a babá tomem conta do pequenininho até que esteja bem. Não se trata de abandono, mas sim de uma preferência. E a imaturidade fora de tempo da mãe-menina acaba por gerar na criança uma falsa ideia de maturidade, também extemporânea. Precocemente, a criança escolherá o seu menu, a sua roupa, e desde logo os seus passeios, a hora de tomar banho ou de dormir.

Sem discussões, nem rebeldias, tudo sucede quase simpaticamente, e a mamãe mostra – por vezes com orgulho – as habilidades do filho e a sua tranquilidade para decidir pelo sim ou pelo não. Não há oposição às suas escolhas, e o pequenito cobra uma autonomia que ressalta perante o comportamento geral das outras crianças, além de fazer o que quer e quando quer.

Controladas facilmente no ambiente do lar até aos 3 ou 4 anos, as falhas começam a notar-se nas primeiras saídas sociais (casa de amigos, supermercado ou centro comercial), para se tornarem mais evidentes no jardim infantil: diferente do que acontece em casa, a professora consegue colocar uma distância emocional e distinguir entre o seu ser adulto e o ser infantil dos seus alunos.

Com os anos, se a situação que deu origem a este comportamento não se corrige, o período escolar não será agradável. Por isso, é importante descobrir as atitudes exageradamente infantis da mamãe, e reconhecer quando é coerente deixar as decisões a cargo do filho e quando correspondem à ação da criação e da educação, que são funções dos pais.
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