Medo da morte

redação Universo Familia

Não é raro que, caso se trate da morte de um dos pais, a criança tenha receio que o outro morra também. Esta angústia traduz-se frequentemente em comportamentos difíceis de entender.

Se a reação é de tristeza, não existem dificuldades em identificar a dor subjacente, mas existem crianças que se tornam distraídas, hiperactivas ou que tem súbitas explosões de agressividade.

É a outra face da depressão, que não sendo tão evidente, pode não ser imediatamente associada à perda. Outros ainda, apresentam sintomas orgânicos como dores de cabeça, vômitos, dores musculares, etc. Quando recorrem a um médico, nada é detectado, uma vez que se tratam de somatizações.

Estes comportamentos surgem mais frequentemente em famílias nas quais existe dificuldades em falar sobre o sucedido. Surgem, por vezes, regressões no desenvolvimento: voltam a fazer chichi na cama, querem usar chucha ou beber leite pela mamadeira.

Comportamentos caracterizados por excessiva dependência, são também frequentes. Querem estar sempre agarrados aos pais e não vão brincar. Podem ir buscar consolo num brinquedo ou cobertor que os passa a acompanhar para todo o lado.

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