''Só quero o Papai'', O Que fazer?

do Universo Família

Entre os dois e os cinco anos, as crianças desenvolvem fortes sentimentos de afeto, quase adoração, pelo pai no caso das meninas e pela mãe no caso dos meninos.

Durante esta etapa - denominada como etapa Edipiana - de um modo inconsciente, é natural que o menino queira usurpar o lugar do pai junto à sua mãe e a menina o lugar da mãe junto ao seu pai.

Todas as crianças atravessam esta etapa com mais ou menos intensidade e sem traumas, desde que os progenitores não alimentem estes sentimentos e tenham a família bem estruturada com papéis bem definidos. Para entender as crianças é necessário que os pais percebam o momento em que estão a atravessar esta etapa.

Os pais devem estar preparados para que a criança comece a ter momentos de ternura excessiva pelo pai ou mãe e pronuncie frases como:"Mamãe, Você é minha namorada", "Quando crescer quero casar com você", "Te amo muito", "Vamos sair só os dois", "Porque não fica aqui para dormir comigo? O papai não tem medo" ou "Papai, ajuda você se vestir", "Papai, leva à escola", "Só gosto de você, a mamãe é feia".....

As aproximações físicas

Para além das demonstrações verbais, as crianças podem também apresentar outras manifestações que, muitas vezes, desorientam os pais.

As meninas demonstram todo o seu encanto e enlevo pelo seu pai, e tendem a apoiá-lo em tudo. Com o seu afeto, beijos, abraços tentam fisicamente estar sempre próximas.

Quanto aos meninos, tentam prender a atenção materna com as mais diversas habilidades. Defendem a mãe em qualquer confronto familiar e podem mesmo apresentar uma certa agressividade.

Durante esta etapa, é natural que as crianças - menino ou menina - quando vêem os pais juntos, como por exemplo, sentados a ver televisão da sala, tentem sentar no meio deles. Pode também acontecer, fazerem algumas tentativas para dormir na cama dos pais, para estarem junto do elemento que é durante esta etapa objeto de toda a sua atenção.

Compreensão e carinho

Para ultrapassar de forma saudável esta fase é necessário que os pais estejam conscientes do seu papel como pais e não entendam o amor exagerado dos seus filhos como um amor natural.

Desta forma, deverão prevenir algumas situações, de modo a não criarem equívocos que podem vir a originar confusões no imaginário das crianças.

O casal deve se manter unido e evitar qualquer tipo de discussão à frente das crianças.

Deve tomar as decisões no que respeita a permitir ou negar algo, sempre em conjunto.
Deve transmitir as suas decisões à criança sempre em conjunto.
Deve evitar ficar a dormir no quarto da criança, mesmo que ela diga que tem medo ou esteja doente.

Conflitos familiares

No caso de conflitos regulares entre o casal, os pais devem evitar os desabafos e confidências com as crianças, essa atitude pode afetar, no futuro, o seu comportamento e personalidade.

Muitas vezes, os pais fazem dos filhos pequenos confidentes, e depois de uma briga, são capazes de dizer:"É impossível viver com o teu pai/mãe!", "Estou farta de o/ a aturar!", "Qualquer dia saio de casa!", "Se fosse só nós seriamos felizes!", "Vou te falar um segredo. Não diga nada ao seu pai!"...

Este tipo de desabafos/confidências são despropositados e a criança pode entendê como resposta ao seu amor. Ela quer, agora, o pai/mãe em exclusivo para si e pode começar a odiar o outro.

Se por motivo de trabalho, doença ou até de separação, um dos pais estiver ausente, o pai presente não deve tomar atitudes que demonstrem ao filho que passou a ser “o homem da casa” ou que a filha tomou o lugar da mãe.

Por isso, não devem permitir que, na ausência do pai, a criança tome o seu lugar na cama do casal - um hábito muito comum entre as mães - ou que tome o seu lugar na mesa ou no sofá. Não devem permitir também que a criança os trate com exclusiva devoção.

A criança terá de gradualmente saber o seu lugar na família só assim ultrapassará a fase Edipiana e o seu desenvolvimento psicossexual terá um desenlace saudável.

Uma boa Gestão Familiar

redação Universo Família



Uma boa organização é meio caminho andado para uma vida familiar mais feliz.

Crie na cozinha um espaço onde deverá ter um dossier de argolas com um calendário anual (para anotar todas as datas importantes), um calendário grande para afixar que mostre o mês atual e no qual deverá assinalar também os eventos importantes.

Esse cantinho deverá incluir, ainda, um bloco de notas e caneta sempre disponíveis, uma lista de números de telefone de emergência e uma pasta para que os seus filhos possam deixar informações sobre a escola ou outras atividades.

Educar

Ensine os seus filhos a preparar o pequeno almoço e a limparem a mesa depois de comerem. Na véspera, ponha a mesa. Ensine também a separarem a roupa suja, recorrendo a cestos de cores diferentes.

Antecipar

Prepare a lancheira, as mochilas e a roupa das crianças sempre no dia anterior.

Compartilhar

Defina horários para as refeições, trabalhos de casa e tarefas domésticas e compartilhe com os vários membros da família. Evite fazer no mesmo dia limpezas e compras. Você, seu marido, ou sua esposa, tire um tempo e fique com as crianças quando for às compras.

Uma ''Vovó'' intrometida

redação Universo Família



Habitualmente as avós - mãe e sogra - iniciam os seus conselhos na hora em que sabem que vem um bebé a caminho. “Vê bem como alimenta. Com essa alimentação que habitualmente leva, o bebê vai nascer pequeníssimo”, “Se for uma menina, não te esqueça que deverá ter o nome das avós”, “Porque não começa já a preparar o enxoval?”, “Fala já com o pediatra da tua cunhada”, etc, etc, etc,…

Quando visitam o bebê na maternidade, iniciam outro estilo de intromissão - o acompanhamento do bebé.

“Quando chegar em casa…. este bebê …”, “Vê como o deita, as crianças não gostam de estar assim”, “ Não é assim que lhe deve pegar para mamar…” e , etc, etc, etc…

E, como “lobas” ciosas das suas crias, se você não disser nada, iniciarão uma vivência atormentada para você, para o bebê e até para elas.

Amores em conflito

As avós querem, tal como os pais, o melhor para o bebê. A verdade é que a sua intromissão pode gerar alguns conflitos. Os pais que terão de decidir como criar e educar o seu bebê e, desde a primeira hora, que elas terão de o entender.

Fale com as avós e explique que os tempos mudaram e que hoje os pediatras têm outros conceitos. As tensões familiares provocadas pelos mal-entendidos devem de ser imediatamente esclarecidas. Sem ofensas e para não piorar as coisas tente manter a sua independência desde o início da gravidez.

Mudam-se os tempos...

Quer os novos conceitos instituídos no que concerne à alimentação ou à saúde podem ser motivos de divergência entre as avós e as mães. Às vezes uma questão simples pode levar a alguns amuos. Exemplificando:

- Agasalhar o bebê pode também ser um “grande” motivo para várias discussões. As avós tendem a agasalhar demasiadamente o bebê. Em casa ou quando vai de passeio, nenhuma avó permitiria que o seu neto se vestisse sem os mais fofos agasalhos. Enquanto você sabe que o seu bebê poderá andar com um bom fatinho de felpa sem necessidade de vestir camisolas de malha, a avó, ficará escandalizada se a criança andar sem um casaquinho de malha. E, será impensável, levar o bebé a passear sem gorrinho, luvas…. Quer pelas fibras utilizadas, quer pelo tipo de roupinha, as mamãs de hoje, trazem os seus pequenitos muito mais à vontade. As crianças de “antigamente” pareciam um rolinho e quase não se podiam mexer.

- O desmame - muitas vezes no final da baixa de maternidade - em que a maioria das mães passa a alimentar os seus filhos com biberão. É uma decisão de que muitas avós discordam e criticam.

É verdade que têm razão e que as crianças devem ser amamentadas durante o maior período de tempo possível, mas, se o seu emprego não permite as deslocações a casa para amamentar o seu bebê ou se as condições ou tipo de emprego não permitem a recolha do seu leite para a amamentação, não aceite as críticas. Você está fazendo o melhor que pode.

- Na hora do sono é normal que você deite e aconchegue o seu filho e cante uma canção de embalar para adormecer. No entanto, se o seu filho não adormece rapidamente, quase todas as avós têm tendência para o acolher nos braços e o embalar. Se você se opõe, a avó tende a se onfender e dizer que o bebê tem necessidade de “colinho”. Explique que você é que estará todos os dias com o seu bebê e que não tem tempo para o adormecer desse modo. A rotina do seu bebê tem de estar de acordo com as suas necessidades.

- Se o seu filho não quer comer, a avó entrará em pânico. “Tem que obrigalo. Assim, vai adoecer”. Se comenta com ela que o pediatra diz que as crianças sabem o que devem comer e que não devem ser forçadas a fazê-lo, provavelmente aconselhá-la-á a mudar de pediatra.

Estes são alguns dos exemplos, muito embora pudéssemos enumerar muitos outros. Se você permitir que as avós se intrometam nos primeiros dias, elas "tomarão as rédeas" da educação do seu filho. A decisão da escolha do pediatra, a escolha da creche, as rotinas do bebê terão de estar de acordo com o que os pais consideram melhor para o seu filho e não com o que os avós pensam ser melhor para o seu neto.

É saudável para qualquer criança ter uma boa relação com os avós e em nenhum momento esta relação deve ser posta em causa. Contudo, recomenda que os avós entendam que mesmo que a criança fique em sua casa, devem respeitar as normas estabelecidas pelos pais.

Agressividade Infantil

redação Universo Família



Têm verdadeiro ar de anjinhos mas muitos portam como autênticos descontrolados.

É entre o primeiro e o quarto ano de vida que se verifica o maior índice de agressividade nas crianças, antes de estarem expostas a factores como a violência televisiva, sugere um estudo realizado por investigadores da Universidade de Montreal, Canadá.

A investigação, que contradiz a crença geral que aponta a adolescência como a altura em que as crianças são mais agressivas, incidiu na forma como a interacção da genética com os fatores ambientais contribuem para desencadear comportamentos agressivos ou anti-sociais. Esteja, por isso, atento!

Irmãos mais velhos são mais 'Inteligentes', entenda melhor

redação Universo Família



Um estudo recente demonstrou que os filhos mais velhos desenvolvem níveis de quociente de inteligência (QI) mais elevados do que os seus irmãos mais novos, aspecto que levantou um debate sobre as dinâmicas familiares e a forma como estimulam a inteligência.

As novas descobertas mostraram que esta diferença não é causada por fatores biológicos mas sim pela interacção psicológica entre pais e crianças. O estudo sugere ainda que o desenvolvimento do QI é influenciado tanto pelo papel que a criança tem no seio da família como pelo benefício decorrente de ser responsável por outra pessoa, como um irmão mais novo.

Os Jovens e a Internet

redação Universo Família



Começo de conversa...

A Internet abriu as portas para o mundo, transformando em habitantes de uma verdadeira aldeia global. Hoje podemos comunicar, em tempo real, Por exemplo, do Brasil com a França, da França com a Italia, e assim sucessivamente.

Os jovens têm um outro motivo de interesse já que esta nova tecnologia abriu possibilidades infinitas, qualquer estudante pode fazer uma pesquisa escolar, utilizando o computador. Pode também enviar e-mails para os amigos e colegas, assim como entrar nos chats de conversa e conhecer pessoas, Sites de relacionamentos, Programa de mensagens instantaneas, E Outros programas atrativos para os jovens.

Um chat, é uma sala virtual onde todos podem entrar e interagir. Cada usuário, ao se conectar ao sistema, pode escolher um nickname e um canal (ou mais) onde quer entrar.

Existem canais para todos os gostos, relativos a países, cidades, bandas, mas também escalonados com base na (suposta) idade dos intervenientes, pois há canais dos 15 aos 20, dos 20 aos 25, dos 30 aos 40, etc.

Depois de escolher o canal, opta por teclar com outro usuário, que se mostre disponível para tal. A linguagem usada nos chats é bastante diferente da que utilizamos no nosso Dia a Dia (é semelhante à que se usa nos SMS)

É uma linguagem textual que funciona como oral, porque possui elementos de ambas as formas. Fala de uma forma muitas vezes gramaticamente incorrecta, tentando ser rápido na conversação, para que não existam quebras no ritmo.

Como se pretende que a conversa seja o mais próxima possível da linguagem que usamos numa conversa cara a cara, os internautas descobriram os emotions ou smileys, que são preciosos ajudantes daquilo que é escrito.

Em regra usamos a linguagem oral mas socorremo-nos do gesto para tornarmos mais intenso aquilo que dizemos. Assim, se estivermos tristes, as pessoas podem percebê-lo pela nossa expressão facial, mesmo que não o expressemos verbalmente.

Na linguagem dos chats não há imagem, pelo que o gesto não pode ser utilizado. Para contornar esse aspecto, recorre a ícones que representam emoções. Um rosto sorridente aparece no computador como:-) ou =).

Os Smileys

Os emotions sorridentes são muitas vezes usados no final de frases que poderiam ser interpretadas como maldosas, ou que expressem zanga. Um emotion :( colocado no fim de uma frase, quer dizer que o usuário está triste, ou aquele assunto é particularmente penoso.

Estes ícones são universalmente utilizados pelas crianças, jovens e adultos, nas comunidades online e também nas mensagens SMS dos celulares. Um exemplo de conversa online pode ser ilustrado do seguinte modo:

olá : )

olá :(

tecla de onde ?

de São Paulo, e você?

tb : )))

já vi que 'ta' tristinha pq ?

tou szinha, n tenho nguém !!!!! :(

se anima, eu estou aqui @-->--

O usuário que se esconde por detrás do nickname “Compreensivo”, saúda o outro usuário com um expressivo olá. “Desgostosa”, acentua o fato de estar triste, através de um smiley :( que leva “Compreensivo” a oferecer uma rosa virtual, ato que é recebido com beijos.

Assim, vemos que a conversa virtual se torna mais dinâmica e próxima da realidade do face a face.

O que pode esconder um nickname ?

A Internet permite e fomenta o anonimato. Basta que se escolha um qualquer nome (nickname), servirá com que de máscara utilizada por esse usuário. Ainda assim, não são desprezíveis os motivos que levam alguém a escolher este ou aquele nick.

Certamente que existem grandes diferenças entre um “lobo-mau” e uma “angélica”, um “travesti” e um “D. Juan”, um “XPTO” e um “intelectual”, um “solteiro-30” e um “casado-40”, só para darmos alguns exemplos.

O que faz alguém escolher esta ou aquela máscara, atrás da qual se esconde e através dela pode comunicar com os outros, por vezes partilhando até aspectos íntimos da sua vida? Se trata de uma forma adicional de expressar a sua personalidade, além das palavras escolhidas, do modo como se escreve, dos emotions que inventa, da cor das letras que utiliza.

Tudo são pistas que nos conduzem a um determinado perfil, além de permitirem ao indivíduo ser reconhecido pelo grupo e poder lá voltar, criando laços relacionais com a comunidade virtual. Mas, cada usuário pode ter vários nicks, podendo expressar de formas múltiplas, assumindo diversas personalidades.

Um jovem adolescente, pode um dia se fazer passar por pai de família e no dia seguinte encarnar o papel de sedutor. Para além disso, nada nos permite saber se estamos comunicando com uma mulher ou com um homem, se ele/ela não o disser. Dizem os utilizadores frequentes, que a prática permite perceber todas estas coisas da Internet.

Romances Virtuais

Procurar um Romance Online poderá ser a motivação que leva muitos jovens e também adultos, a utilizarem os chats. A timidez que caracteriza muitas vezes o adolescente, encontra na Internet um precioso aliado.

À semelhança do que se passa com as mensagens SMS, também via Net se consegue estabelecer mais facilmente uma relação, sem que hajam grandes constrangimentos.

Além disso, se o anonimato favorece a fantasia e se cada um pode imaginar o seu parceiro da forma que mais lhe agrada, também permite que o próprio se descreva fisicamente como quiser.
A jovem obesa pode passar a ser uma Barbie, o jovem de estatura baixa pode dizer que tem 1 metro e 80. Algumas pessoas que iniciaram relações afectivas na Net, defendem que a Net permitiu conhecerem mutuamente de uma forma muito mais profunda, sem serem influenciados por fatores de ordem física.

Digamos que a paixão veio de dentro para fora, e não foi acordada pela atração física, como é comum nos romances ditos normais. A aproximação nos chats é fruto da utilização de outros índices, como é o caso da habilidade na hora de escrever.

Não ter criatividade na escrita é o mesmo que ser gordo e feio, na vida real, portanto está desde logo mais sujeito a ter insucesso. Os sedutores teclam com graça, fazendo recurso a muitos smileys e mostrando interessados nos problemas dos outros.

Alguns optam por nicks começados por Dr., que os colocam desde logo num plano superior. De uma maneira ou de outra, somos levados a pensar que estamos perante alguém com um nível académico elevado e, mesmo que isso não corresponda à verdade, o certo é que a conversa vai ser desde logo condicionada.

Criança e Internet

A Internet é um perigo para as crianças, Por de trás de perfil usando fotos de crianças, na maioria das vezes estão escondidos pedofilos, Por tanto é sempre bom ficar atento ao que nossos filhos estão acessando, Sempre temos que monitorar o conteúdo que é acessado pelas crianças, No computador existe um programa de controle dos pais, Onde os pais poderão bloquear qualquer tipo de site que não quer que seu filho entre.

A Inteligência da Internet

Os Jovens são apaixonados por internet pela sua inteligência, A Internet tem de tudo, Compras Online, Diversão, Entretenimento, Noticias em tempo real, Twiter, A Internet popularmente falada, Vicia.

Criança: Amar, Ensinar, E Mostrar as rotinas

redação Universo Família



Para a grande maioria, as nossas vidas envolvem uma série de padrões – rotinas que realizamos quase todos os dias, como tomar café no mesmo local todos os dias. O mesmo se passa com os bebês e as crianças até aos três anos. Embora tenhamos uma participação na criação de rotinas na vida dos nossos filhos, talvez não tenhamos a noção absoluta do papel que tais rotinas têm no desenvolvimento das crianças.

As rotinas ajudam os bebés e as crianças pequenas a aprender a auto-controlar-se. Rotinas consistentes, actividades que ocorrem todos os dias mais ou menos da mesma forma, proporcionam conforto e segurança às crianças pequenas. Quer se trate da hora da brincadeira, da hora do lanche ou da hora do pai ou da mãe voltar a casa, saber o que se vai passar dá aos bebês e às crianças pequenas uma sensação de segurança e estabilidade emocional.

Ajuda a confiar nos adultos que irão atender às suas necessidades. Quando as crianças têm esta sensação de confiança e segurança, ficam mais livres para o seu “trabalho”, ou seja brincar, explorar e aprender.

As rotinas podem aproximá-la mais do seu filho e reduzir as lutas de poder. As rotinas estáveis ajudam os bebés e as crianças pequenas a antecipar o que vai acontecer em seguida. Isto proporciona à criança uma sensação de segurança e também de controle, como quando os pais dizem: “Está na hora de ir para a caminha. Quer ir escovar os dentes agora ou depois de vestir o pijama?”

As rotinas podem também limitar a quantidade de “nãos” e as correcções ao comportamento necessárias ao longo do dia, uma vez que a criança consegue prever melhor o que vai acontecer em seguida: “Sei que quer uma bolacha. Mas agora está na hora de arrumar. Você já sabe, depois de arrumar, está na hora do lanche.”

As rotinas orientam o comportamento positivo e a segurança. As rotinas são como as instruções – guiam as ações da criança para um objetivo específico. As rotinas podem também ser utilizadas por muitos motivos, mas os dois mais importantes são garantir a saúde e a segurança da criança e ajudar a criança a ter um comportamento positivo e responsável. Por exemplo, as crianças lavam as mãos antes de comer ou devem dar a mão a um adulto quando atravessam a estrada.

Um exemplo:

Jorge, com dois anos, adora brincar com os seus camiões enquanto a mãe dá de comer à irmã mais pequena, Ana. Quando a mãe termina, está na hora de ir buscar o pai no trabalho. Os camiões devem estar todos arrumados na caixa antes de saírem. A mãe avisa o Jorge de que está na hora de arrumar tocando uma campainha especial e dizendo, "Muito bem, Sr. motorista, está na hora de estacionar os camiões na garagem." Jorge conduz os camiões um a um através de uma prancha e coloca na caixa. Fazem isto todos os dias e assim, Jorge sabe sempre que irá encontrar os seus camiões onde os deixou — na caixa. Sabe também que depois de guardar os camiões, irá ver o pai, o que o deixa sempre muito contente.

As rotinas ajudam a desenvolver as capacidades sociais da criança. À medida que os bebês crescem, entram em contato com outras pessoas e começam a aprender padrões e rotinas de interacção social. Dizer, olá, adeus e falar com outras pessoas são bons exemplos de interações de rotina que desenvolvem as capacidades sociais. Estas interações representam também oportunidades de ajudar o seu filho a desenvolver as capacidades linguísticas.

As horas de brincadeira e das refeições são duas rotinas que constituem momentos sociais, quer para as crianças, quer para os pais. Através da conversação, de alternar ações, partilhar brinquedos, aprender a esperar e ajudar os outros durante estas atividades, as crianças pequenas aprendem capacidades sociais importantes que as ajudarão mais tarde na escola.

As rotinas ajudam as crianças a lidar com as transições. Dependendo do temperamento do seu filho, a transição entre atividades pode ser simples ou mais difícil. Passar da brincadeira para o almoço, do almoço para as compras, das compras para casa...e em particular a transição para a hora de dormir pode ser um verdadeiro desafio.

As rotinas (como as rotinas da hora de dormir) podem ajudar a facilitar as transições. Alguns pais utilizam um despertador ou um pré-aviso de “5 minutos” para preparar a criança para uma mudança de atividade. Outros utilizam um livro, uma música ou um jogo especial. Os rituais específicos podem também ajudar na transição de um educador para outro, como no seguinte caso:

Todos os dias, Pedro e a mãe contam os degraus até à porta da creche. Deixam a blusa no Guarda-Roupa, e o almoço no Microondas. Depois vão até à zona dos brinquedos onde as outras crianças estão brincandoe escolhe um brinquedo. Pedro e a mãe mandam beijinhos um ao outro e a mãe se despede.

As rotinas são também agradáveis para os pais. As rotinas não só tornam as transições mais simples para as crianças como ajudam também os adultos a “entrar” na paternidade. Os primeiros tempos da paternidade podem ser avassaladores e por vezes tornam o casamento tenso. Manter um ritual que venha dos primeiros tempos do casamento (como uma saída para jantar ou umas férias num local especial) pode ajudar. Adicionalmente, manter um ritual especial que venha da sua infância (como um livro que alguém leu, um pequeno almoço especial aos Sábados) pode facilitar a sua transição de casal para família alargada.

As rotinas são excelentes oportunidades de aprendizagem. As rotinas diárias são muitas vezes consideradas como actividades de “manutenção”: horas de refeição, fazer recados, preparar-se para ir para a cama, tomar banho. Mas estas acções diárias são excelentes oportunidades para apoiar a aprendizagem e o desenvolvimento do seu filho, sem perder o divertimento. As rotinas possibilitam o desenvolvimento da auto-confiança, da curiosidade, das capacidades sociais, do auto-controle, das capacidades de comunicação e muito mais. Tomemos como exemplo uma saída para ir às compras:

Maria (de 2 anos) e a mãe percorrem o Supermercado. Maria aponta para as maçãs e a mãe diz, “Olha as maçãs vermelhas e verdes. Parecem mesmo apetitosas.” Pega numa maçã para que Maria possa tocar: “Vês como é macia?” depois pega num saco de plástico e dizi: Podes me ajudar a escolher algumas para levar para casa?” Juntas, contam cinco maçãs e colocam no saco. Maria tenta ajudar mas as maçãs são difíceis de agarrar! Precisa das duas mãozinhas para colocar uma no saco. “Parabéns!” diz a mãe, “Obrigada pela tua ajuda.”

Aqui, uma simples interação na sessão das frutas abriu as portas à prática das capacidades linguísticas, à alternância de funções, à conversação, à utilização dos sentidos e a conhecer os números. Foi também uma ocasião para incentivar a auto-confiança e auto-estima de Maria, quando a mãe lhe demonstrou que os seus pensamentos e interesses eram importantes. A mãe de Maria demonstrou-lhe ainda que ela é capaz de fazer coisas importantes, como escolher as maçãs e colocá-las no saco.

As rotinas proporcionam dois elementos fundamentais à aprendizagem: relacionamento e repetição. Por isso, aproveite estes momentos “comuns” com o seu filho. Se ele se divertir com você, e também aprendendo.

O Que fazer para um bebê se sentir amada

redação Universo Família



Afeto

Abrace e beije o seu filhinho, pegue ao colo. O seu bebê não precisa de muitos brinquedos caros, mas precisa da atenção e do afeto dos pais que o adoram.

Falar com Bebê

O tom calmo da sua voz se torna familiar para o seu filhoe será uma forma de relembrar a sua presença.

Responder

Parece básico, mas constitui a forma mais básica de uma criança segura. Quando o seu bebê chora, tente descobrir o que é. Mudar a fralda? Mais leite? Uma sesta? Por vezes, os bebês choram e não pode fazer nada para o ajudar, especialmente quando está na hora de dormir e o bebê tem de adormecer. No entanto, outras alturas, responda rapidamente e o bebêzinho se sentir mais seguro de que está presente.

Mantenha o contato com a pele do seu filho(a). O contato da sua pele com a pele do bebê é relaxante. Muitos bebês gostam de massagens infantis.

Pais após os 35: A Barreira dos 35

redação Universo Familia

Pais
depois dos 35


Convém, no entanto, desdramatizar o fator idade. ''Convencionamos os 35 anos porque há vários estudos que mostram que é mais difícil engravidar aos 35 do que aos 25 anos, mas também é mais difícil aos 37 do que aos 35'', desmitifica Alexandre Lourenço.

Quanto às complicações da gravidez, existe uma idade a partir da qual os especialistas estabelecem uma viragem. ''O aparecimento de anomalias nos cromossomas do feto são mais comuns após os 35 anos, por isso se recomenda a amniocentese a partir dessa idade''.

Procurar ajuda

Após um ano de tentativas de concepção sem obter uma gravidez, o casal é considerado infértil e inicia o primeiro patamar de exames de diagnóstico. No entanto, ''Se tem 35 anos deve procurar ajuda médica logo após seis meses de tentativas sem engravidar, especialmente porque os centros hospitalares públicos encerram as listas para os tratamentos de infertilidade aos 37 anos'', refere Alexandre Lourenço.

No caso de uma mulher ''Em que lhe tenha sido retirada uma trompa ou que tenha ciclos menstruais irregulares, ou de um homem, que tenha tido um traumatismo no testículo ou cuja profissão ponha em risco a fertilidade, é aconselhável antecipar alguns exames para prevenir o problema'', esclarece.

Pais após os 35: Periodo fértil

redação Universo Familia


Pais
depois dos 35


Embora não seja possível aumentar a fertilidade da mulher é possível tirar o máximo partido da probabilidade de engravidar em cada mês, se estiver atenta ao seu período fértil.

''Se os ciclos menstruais são regulares, deve ter atenção, no sentido de nas épocas de maior fertilidade do ciclo não as deixar passar em claro'', recomenda João Luís Silva Carvalho.

Contudo, não deve condicionar a atividade sexual desse período. ''Deve ter uma atividade sexual regular, porque as contas nem sempre são bem feitas'', conclui o especialista.

Vida sexual

Vítor Cotovio, psicoterapeuta, alerta ainda para ''O fato de ter de haver uma maior objetividade ligada a determinadas alturas do mês não deve pôr em causa o lado mais afetivo, espontâneo e erotizado da relação, sob pena de estragar a qualidade relacional''. Por outro lado, não é por ter relações sexuais todos os dias, que irá engravidar mais facilmente.

''Os espermatozóides vão diminuindo e pode chegar à altura da ovulação com um número de espermatozóides rápidos menor do que aquilo que seria óptimo'', explica Alexandre Lourenço.

Ciclos irregulares

Se os seus ciclos não são regulares, consulte o médico. ''Uma mulher que menstrua de dois em dois meses, provavelmente, em vez de 12 ovulações num ano tem apenas seis e, portanto, tem menos hipóteses de engravidar e poderá ter de fazer estimulantes de ovulação'', explica Alexandre Lourenço.

''Se está tomando a pílula interrompa e tome dois meses antes para ter dois ciclos menstruais normais. Se, antes de tomar a pílula, os ciclos já eram muito irregulares é possível que continuem. Neste caso, vale a pena interromper tomando três ou quatro meses antes para se perceber isso'', acrescenta ainda.

Gerir as expectativas

Para evitar falsas expectativas é importante ter noção que, mesmo sem contracepção, a probabilidade de um casal perfeitamente saudável engravidar, no primeiro mês, é relativamente baixa. ''A fecundabilidade, isto é, a probabilidade de uma mulher engravidar a cada mês é de cerca de 20 a 25 por cento, até aos 33/35 anos. A partir daí começa a diminuir progressivamente de tal maneira que, aos 37/38 anos, a probabilidade é de cerca de 12 por cento por mês'', refere João Luís Silva Carvalho.

Pais após os 35: Medicamentos

redação Universo Familia


Pais
depois dos 35


Se esta fazendo algum tipo de tratamento informe o seu médico. ''Alguns medicamentos utilizados em doenças, como a depressão, podem inibir a ovulação e interferir na fertilidade.'', Disse.

O mesmo acontece em caso de disfunção da tiróide, pelo que esta deve estar muito bem equilibrada. ''Existem também medicamentos, nomeadamente para tratar a acne, que podem provocar mal-formações fetais e que tem que ser substituídos alguns meses antes de engravidar'', alerta.

''O tratamento com radiações ou quimioterapia, em alguns tipos de câncer, diminuem a fertilidade, podem tornar a mulher infértil e, quando realizado próximo da concepção, pode causar problemas no embrião», exemplifica Alexandre Lourenço.

Hábitos de vida

Evite o exercício físico exagerado e elimine o consumo de álcool e tabaco dois meses antes de engravidar. Estes podem provocar complicações na gravidez e diminuem a fertilidade, tanto na mulher como no homem. ''Mais de cinco cigarros por dia diminuem a fertilidade do homem e afectam o desenvolvimento fetal, nomeadamente em termos de peso'', explica Alexandre Lourenço.

O álcool tem também efeitos no homem quando em excesso.''Os doentes alcoólicos têm muitas vezes menos espermatozóides'', conclui.

O impacto do stress

A pressão vivida no quotidiano e provocada pelo receio de não engravidar afectam a fertilidade do casal, conforme explica Alexandre Lourenço.

''As situações de tensão que provocam uma grande libertação de catecolaminas, como a adrenalina, devem ser evitadas, interferem com a produção das hormonas implicadas na ovulação e afectam a fertilidade. Em casais ansiosos é frequente a gravidez surgir precisamente após um período de férias, em que o casal está mais descontraído e tem uma predisposição diferente para ter relações sexuais'', Finaliza.

Pais após os 35: Conselho de Especialista

redação Universo Familia


Pais
depois dos 35



Acabou de tomar uma das mais importantes decisões da sua vida, ter um filho!

Talvez por já ter passado a barreira dos 35 anos pode achar que não tem tempo a perder.

No entanto, para que tudo corra conforme desejado, é importante tomar algumas medidas antes mesmo de tentar engravidar. Para a ajudar, Alexandre Lourenço e João Luís Silva Carvalho, ginecologistas/ obstetras, reconhecem os principais cuidados pré-concepcionais, como tirar o máximo partido do período fértil e o que pode esperar desta fase da vida. Vítor Cotovio, psiquiatra e psicoterapeuta, fala sobre as mudanças que ocorrem na vida sexual quando o casal decide ter um filho.

O primeiro passo

Independentemente da idade, se decidiu engravidar, marque uma consulta pré-concepcional com o seu ginecologista. ''Nessa consulta é pedido um nível de exames basal que inclui uma citologia (exame Papanicolau), se não fez nenhuma há menos de um ano, algumas análises de rastreio, nomeadamente ao VIH-Sida, hepatite, toxoplasmose, e, eventualmente, uma ecografia'', explica Alexandre Lourenço.

O homem não está incluído nestes exames, mas pode, e deve, acompanhá-la. ''A concepção é um momento importante e o seu filho deve nascer no melhor ambiente possível'', conclui.

O peso da dieta

A fertilidade humana tem vindo a diminuir por virtude de factores ambientais, entre eles a alimentação, ''porque o gado, os frangos que nós comemos são alimentados com hormonas e antibióticos'', explica João Luís Silva Carvalho. No entanto, a nível individual não há nenhum estudo que prove a inf luência da alimentação e, portanto, aquilo que se recomenda é que siga ''uma alimentação cuidada e variada, rica em vitaminas, com muitos vegetais'', aconselha Alexandre Lourenço.

Também deve se aproximar o máximo possível do seu peso ideal. ''As mulheres muito magras e as mulheres muito obesas têm mais dificuldade em engravidar'', explica Alexandre Lourenço.

Atividades para Crianças de 5 a 6 anos

redação Universo Familia

BRINCAR E APRENDER

Se eu fosse...
O que a criança faria se fosse outra coisa qualquer? Descubram juntos este jogo tão divertido!

Capacidades Cognitivas:
Capacidades cognitivas/de pensamento
Criatividade e imaginação
Expressão emocional
Desenvolvimento da linguagem e vocabulário
Auto-consciência
Interacção social

Mecânica da atividade:
1. Recorte imagens de vários animais, criaturas, objectos, locais, e outras coisas que estimulem a imaginação da criança.
2. Coloque as imagens numa pilha, viradas ao contrário.
3. Pergunte à criança: "O que Você faria se fosse. . .?"
4. Peça à criança que vire ao contrário a primeira imagem e que termine a frase.
5. Depois, peça que descreva o que a criança faria se ela fosse o objecto representado na imagem. Peça que represente o papel, se ela quiser!
6. Continue jogando até as imagens chegarem ao final.
7. Para maior diversão, brinque também!

Segurança: Não crie situações demasiado assustadoras.


Sequências

Ensinar à criança a organizar objetos em sequência ajuda a organizar o seu mundo.

Materiais:
• Objetos que podem ser organizados em sequência:
• Lápis partidos, do mais pequeno para o maior
• Botões, do mais pequeno para o maior
• Pauzinhos, do mais pequeno para o maior
• Latas, da mais pequena para a maior
• Objetos coloridos, do mais escuro para o mais claro
• Brinquedos, do mais pequeno para o maior
• Bonecas

Capacidades Cognitivas:
Causa e efeito
Lidar com ansiedade causada pela novidade
Permanência dos objectos
Interacção social

Mecânica da atividade:
1. Reúna vários objectos que possam ser organizados em sequência.
2. Coloque numa pilha no chão ou sobre a mesa.
3. Se sente em frente à criança com a pilha entre vocês os dois.
4. Explique como é que os objetos podem ser organizados, do mais pequeno para o maior, do mais claro para o mais escuro, ou outros opostos.
5. Peça à criança que organize os objectos alinhando-os numa fila.
6. Se a criança estiver com dificuldades, reveja o princípio da organização e ajude-a a escolher qual o objeto que vem a seguir.
7. Reúna um novo grupo de objetos e repita.

Segurança: Certifique-se de que os objetos são seguros para a criança manusear.

Neuroblastoma Infantil

redação Universo Família

Se observar um significativo aumento do abdómen, se o seu filho sentir dor abdominal e sensação de estar cheio, consulte o pediatra.

Sintomas

Um neuroblastoma é um dos tumores mais frequentes da infância. Pode se desenvolve num determinado tipo de tecido nervoso em qualquer local do organismo. Embora se desconheça a causa, este cancro às vezes encontra-se presente na família. Os sintomas dependem da génese do neuroblastoma e da sua extensão. Os primeiros sintomas, em muitas crianças, incluem abdómen distendido, sensação de enfartamento e dor abdominal.

Se o carcinoma invadir a medula óssea pode reduzir os valores de glóbulos vermelhos (provocando anemia), a quantidade de plaquetas (provocando hematomas) ou a quantidade de glóbulos brancos (reduzindo as defesas contra as infecções). Também se pode estender à pele, onde produz nódulos, ou à espinal-medula, podendo debilitar os braços ou as pernas. Uma elevada percentagem dos neuroblastomas produzem hormonas, como a adrenalina, que podem aumentar o ciclo cardíaco e provocar ansiedade.

Diagnóstico

É extremamente difícil obter um diagnóstico prematuro de um neuroblastoma. Se o câncer crescer o suficiente, o pediatra ou o oncologista poderá efectuar uma palpação e verificar volume do abdómen. A suspeita da presença de um neuroblastoma deve ser confirmada ou despistada, através da prescrição de uma ecografia, uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou uma imagem de ressonância magnética (RM) do peito e do abdómen.

Outros recursos, consistem em efetuar uma análise à urina para detectar uma produção excessiva de hormonas similares à adrenalina. No caso de este se encontrar já disseminado, o médico pode recorrer a radiografias ou retirar possíveis amostras de tecido do fígado, do pulmão, da pele, da medula óssea ou do osso através de uma biopsia, que será posteriormente analisada por um anatomopatologista com o objetivo de poder clarificar melhor a situação em causa.

Tratamento

O tratamento depende de inúmeros fatores, da idade da criança, do tamanho do tumor e de este se ter ou não disseminado. As crianças com menos de um ano de idade e com tumores pequenos tornam o prognóstico mais favorável. Uma intervenção de forma atempada é a melhor esperança de cura. Se o câncer não se tiver disseminado, normalmente pode ser extraído através de acto cirúrgico.

Se o câncer for de grande proporção ou se tiver disseminado, podem ser utilizados medicamentos anticancerosos (quimioterapia), bem como a radioterapia. Em crianças mais velhas, o índice de cura é baixo, principalmente se o cancro se tiver disseminado.

Bebês á cima dos seis meses e Grávidas vascinados contra Gripe A

redação Universo Família


Bebés acima dos seis meses com problemas de saúde e grávidas vacinados contra Gripe A


Os bebês acima dos seis meses com doenças crónicas (respiratórias, cardiovasculares e imunodeficiência) deverão integrar o grupo prioritário de vacinação contra a gripe A H1N1. Deste grupo fazem também parte as mulhres grávidas e os funcionários que prestam cuidados de saúde.

O Comité de Segurança da Saúde da UE e as autoridades de alerta e resposta rápida adoptaram uma declaração proposta pela Comissão Europeia que define uma abordagem comum europeia para a identificação de grupos-alvo e prioritários para a vacinação contra a gripe A H1N1.

Quando este primeiro grupo prioritário for vacinado, prosseguir-se-à para a restante população, divulga a Comissão Europeia em comunicado.


Mortalidade Infantil sofre queda

redação Universo Família


Mortalidade infantil continua a cair


Em 2008, morreram cerca de 8,8 milhões de crianças com menos de cinco anos, o que significa uma redução de quase 4 milhões em relação a 1990.

Estes são dados revelados pela Unicef que concluem que a taxa de mortalidade nesta faixa etária sofreu uma queda de 28% desde 1990.

Porém, para Ann Veneman, diretora-executiva da Unicef, apesar desta redução significativa, é inaceitável que quase 9 milhões de crianças continuem a morrer todos os anos.

Segunda a organização, este declínio contínuo deve-se a uma combinação de fatores, tais como campanhas de vacinação, uso de redes mosquiteiras contra a malária, entre outros.

Segundo informação divulgada pelas Nações Unidas, os progressos estão a ocorrer um pouo por todo o mundo. África e Ásia ainda representam 93% de todas as mortes de crianças com menos de cinco anos no mundo.

ONU preocupa com jovens navegando na Internet

redação Universo Família


ONU preocupada com jovens que navegam sozinhos na Internet


A União Internacional das Telecomunicações (UIT), das Nações Unidas, Se mostrou preocupada com os jovens que navegam sozinhos na Internet e anunciou o lançamento de recomendações para garantir uma melhor proteção das crianças online.

''É uma das coisas mais importantes que a nossa geração deve fazer para proteger as nossas crianças", Disse o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, no âmbito da Telecom World, uma feira de telecomunicações, que está a decorrer em Genebra, Suíça.

O responsável das Nações Unidas explicou que as recomendações da União Internacional das Telecomunicações podem ser consultadas na Internet e vão mudar de ano para ano, devido à rapidez com que o setor das telecomunicações se altera.

Chupeta ou Dedo?

redação Universo Familia

É uma das dúvidas que todos os recentes papais e mamães têm. Se por um lado, é normal que o bebê tenha o vício de chupar no dedinho desde que estava na barriga da mãe, por outro, a chupeta pode ser dada pelos pais ao filho desde cedo.

Os bebês estão habituados a chupar no dedo desde o útero materno. Há até quem consiga ver numa ecografia de rotina o filho a sugar no dedo, o que acaba por ser um momento especial para a maioria dos pais. É uma imagem que marca e entusiasma os pais por se conseguir ver tão nitidamente. Há crianças que ganham este hábito e assim continuam ao longo da vida, até aos quatro, cinco anos.

Alguns especialistas justificam o ato de chupar no dedo como uma forma da criança libertar a ansiedade e o stress. A utilização do polegar para chupar, como substituto natural da chupeta, pode ser “perigosa” pois, este hábito é difícil de abandonar e, aí sim, poderão surgir algumas deformações futuras na implantação dentária ou no paladar.

As chupetas

Algumas crianças são imediatamente confrontadas com as chupetas, muitas delas, coloridas, originais, com formas de animais e apelativas. Muitos pais já tem várias chupetas no enxoval do bebê e oferecem desde de quando a criança já tem apenas um mes, muitas vezes, na maternidade. A chupeta é também uma forma eficiente de acalmar o bebêzinho quando ele costuma chorar muito.

Durante os primeiros dias da sua vida e enquanto permanece no hospital, é normal que os médicos prefiram que a criança não utilize a chupeta pois, desta forma, poderia dificultar a assimilação deste reflexo, como suporte à sua sobrevivência: à amamentação!

Após o nascimento do neném e quando o mesmo se está a habituar a mama da mãe, a introdução da chupeta poderá dificultar este processo. Depois da amamentação já estar estabelecida, poderá usar chupeta à vontade.


Como escolher uma boa chupeta?

- Não há um formato adequado de chupetas para a boca da criança (são os bebês que devem escolher o modelo que mais lhe agradar), mas é importante escolher uma chupeta com boa concepção e, sobretudo, segura.

- Conheça o material com que são feitas as chupetas e saiba as suas especificidades.

- Material da argola - Especialmente importante quando os bebês começam a pôr se de pé. O material deverá ser flexível para não magoar a boca em caso de queda. - Com encerramento automático em caso de caírem ao chão permitem que não se sujem.

- Luminosas de noite permitem ao bebê encontrá-las mais facilmente.

Sugestões

Não desvalorize a tristeza que o seu filho sente.

As crianças estão no início de um percurso de desenvolvimento pessoal, ao longo do qual irão formar as suas defesas psicológicas. É importante que se fortaleçam internamente, mas também precisam de um apoio para que se sintam seguras e amadas pela família.

Estimule-o a desempenhar atividades em que seja bem sucedido

O fortalecimento da auto-estima é fundamental para a recuperação de uma criança deprimida, portanto estar atento a tudo onde se consiga pegar por forma a valorizá-lo.

Não o pressione para falar. Espere pelo momento certo.

Abrace-o, beije seu filho, abrace, e diga-lhe que percebe a sua tristeza e, acima de tudo, está disposto a ouvir o que se passa quando ele quiser desabafar com você. Assim o seu filho sentir-se-á livre para o fazer quando achar que lhe é menos penoso.

Faça-o sentir que pode contar consigo

As crianças são sempre muito receptivas ao carinho. Aposte em grandes doses de amor e de carinho, pois será meio caminho andado para que o problema se resolva. Passeie, divirtam-se em conjunto, fale com ele sobre a sua vida e acentue o fato de também já ter passado por momentos difíceis na vida, mas sempre ter conseguido encontrar soluções adaptadas.

"Ninguem Gosta de mim"

Numa criança com mais idade, a depressão assume outros contornos. Algumas verbalizam a sua angústia de modo direto, afirmando que ninguém gosta delas. Esta queixa é comum entre os 6 e os 12 anos, altura em que já existe consciência da popularidade e a rejeição passa a ser fortemente sentida.

É obvio que depois se forma um círculo vicioso, já que uma criança deprimida tende a isolar-se das outras e o mais certo é que venha também a sentir a rejeição por parte dos outros meninos.

Por este motivo, é importante que os pais se mantenham atentos já que a falta de amigos é um dos sinais que apontam para a existência de uma depressão. Há uma incapacidade em se divertir enquanto os outros jogam futebol animadamente, o deprimido senta-se e brinca sozinho. Raramente são escolhidos para as equipes da escola e difícil integrar um grupo de trabalho.

Podem ter uma aparência triste e chegar ao choro, apresentarem um comportamento agitado. Sonolência ou dificuldades em dormir, são igualmente sinais de alerta que podem apontar para a existência de uma depressão infantil.

A par de tudo isto, há também as queixas de dores, de cabeça, de barriga, nos músculos, assim como é frequente a perda de apetite. A depressão na criança mais crescida abrange tanto a esfera emocional, como a parte alimenticia.

Os pensamentos tornam-se muitas vezes ruminantes isto é, funcionam em circulo fechado não havendo meio de os fazer parar. Estes pensamentos impedem de estarem disponíveis para aprender, pelo que o o mal desempenho escolar é frequente.

Podem dizer que gostariam de morrer, mas felizmente poucos são os que chegam a extremos. No entanto, uma criança deprimida tem tendência para sofrer acidentes ou atravessar a rua sem olhar para os lados, porque está envolvida nos seus pensamentos ou porque a vida deixou dar prazer.

Como ajudar ?

É necessário reter a ideia de que a tristeza e depressão, constitui um apelo, um meio que a criança encontrou para manifestar o seu desconforto interior. No caso de persistirem ou aumentarem com o tempo, ela deverá ser observada por um Psicoterapeuta.

Cabe aos pais e educadores manterem-se atentos a estes sinais e sintomas, para que prestem ajuda ou, em casos mais graves e prolongados, procurem ajuda especializada. Além disso, os pais podera necessitar de ajuda para compreenderem o que se passa com o seu filho e a encontrar estratégias mais eficazes de resolver o problema.

Discussões familiares

redação Universo Familia

Como afetam as crianças?

Quando os desacordos se transformam em discussões entre o casal, infelizmente é comum que estas acabem por decorrer na presença dos filhos. Os desacordos e os conflitos são muito comuns nas famílias. Não tem no entanto que resultar em discussões agressivas, verbal ou mesmo fisicamente. Os conflitos são momentos importantes de crescimento e evolução, desde que os intervenientes saibam geri-los adequadamente, e não entrem numa escalada que não conduz a nenhuma solução.

Em escalada

Quando os desacordos se transformam em discussões entre o casal, infelizmente é comum que estas acabem por decorrer na presença dos filhos. Há uma considerável lista de fatores que contribuem para as dificuldades conjugais.


Dificuldades financeiras, diferenças de educação, formação profissional, estilo de vida e objectivos (ambição, posição social), problemas sexuais, infidelidade, beleza física, idade, nascimento e educação dos filhos, questões relacionadas com a personalidade e problemas psicológicos, diferenças de valores e de fé, etc. É importante perceber que ver os pais discutir é uma situação bastante difícil para uma criança. Muitas vezes sente-se responsável pela discórdia, e o medo de uma possível separação está sempre presente.

O bem-estar da criança sempre primeiro

É fundamental que, tal como em muitas outras situações, os pais consigam ter esta consciência e colocar os interesses e o bem-estar da criança à frente dos seus problemas ou dificuldades. Muitas das discussões são evitáveis e, se não o forem, poderão ser tidas em outro momento e local, em que a criança não esteja presente. Para os pais conduzirem uma boa educação da criança, o mais importante será a compreensão mútua e a capacidade de entendimento e de chegar a acordo relativamente às questões da educação do(a) filho(a), para que as discussões possam ser evitadas ao máximo. Cada um dos pais terá a sua própria maneira de enfrentar as situações.

Essa forma individual de lidar com as questões está relacionada com a história pessoal, com as experiências anteriores, com a ideia que cada um tem de si mesmo e do mundo e, obviamente, com o modelo familiar em que cada um cresceu. A questão é que nem sempre os modelos de ambos são coincidentes. Quando tal acontece, é necessário conciliar ideias, atitudes, sentimentos. Quando se trata de tomar decisões relativas à criança, o que deve prevalecer é o diálogo sobre o que fazer e o acordo sobre as condutas a seguir.

As condutas

Quando, mesmo assim, as discussões ocorrem e as crianças percebem, é essencial que os pais procurem explicar à criança, serenamente e de modo a evitar que ele tome o partido de um dos pais, o motivo da discussão e que não tem a ver com ela. É importante ter em conta que um ambiente familiar de discussões, agressão, hostilidade e tensão é captado pela criança mesmo que esta tensão seja silenciosa, e é algo que não consegue entender. A tendência para querer que a criança tome um partido também pode existir, mas essencial que nenhum dos pais a encoraje a decidir qual dos dois tem razão. A longo prazo, os pais que permitem que os filhos os usem desta forma vão ter grandes dificuldades em exercer a sua autoridade.

A instabilidade

As crianças que assistem frequentemente a discussões familiares aprendem a isolar-se e acabam por se habituar à instabilidade. Muitas vezes, usam as divergências paternas em seu favor, o que só acontece porque ainda não possuem capacidade de elaboração do seu próprio sofrimento, sendo essa a maneira mais direta de o evitar. Tornam-se manipuladoras e ganham ferramentas semelhantes para resolverem os seus próprios conflitos. Assim, é essencial que os pais evitem envolver os seus filhos nos seus problemas.

Um homem e uma mulher que decidem viver juntos e construir uma família embarcam num projecto de vida comum. Quando decidem ter um filho, embarcam num outro projeto, que é interdependente do primeiro: o de fazer nascer outra vida, que vai depender deles durante muito tempo. Construir uma família feliz e saudável, em todos os aspectos, implica ter consciência do esforço e das mudanças constantes que são necessárias. É muito importante que o casal fortaleça o vínculo que os une, o que não se reflete na quantidade de tempo que passam juntos, mas sim na sintonia com que vivem cada momento, e na forma como transmitem essa sintonia à criança.

Quando a esquizofrenia surge na adolescência

redação Universo Familia

Tipicamente é ao longo da adolescência ou início da fase adulta, que os primeiros sintomas aparecem, sendo que nos rapazes a doença tende a manifestar-se mais cedo. A adolescência é, ela própria, uma fase de profundas alterações em que os jovens oscilam de humor com muita frequência e podem ter comportamentos e atitudes fora do comum.

A mudança de escola, a escolha da carreira ,ou o ingresso na Universidade com a subjacente carga de ansiedade, são fatores que podem sobrepor-se à doença. Este cenário levanta o perigo de se confundirem os sintomas da esquizofrenia com uma crise de crescimento.

Há que fazer também a distinção entre um adolescente esquizofrénico e outro, que sendo igualmente perturbado, não chega a ter uma carga tão forte em termos de psicopatologia.

Em regra, quando não há um quadro de esquizofrenia, os temas rondam em torno das preocupações comuns dos seus pares: corpo, o namoros, autonomia das figuras parentais e sexualidade.

Embora a angústia esteja presente, o fato é que não invade totalmente a vida do jovem e permite que alguns campos funcionem isto é, por exemplo, que hajam relações de amizade.


Atenção ao isolamento!

É natural que o adolescente um dia esteja feliz e no outro se apresente pensativo, chegando a passar longas horas fechado no quarto. A situação passa a ter alguma gravidade quando se torna frequente.

O fato do esquizofrénico não ter amigos, não se deve a uma questão de timidez, mas sim a uma desconfiança quanto às reais intenções dos que o rodeiam. Acredita que pode ser prejudicado direta ou indiretamente por todos, desconfiança que se vai estendendo a outros campos.

A preocupação com o corpo é constante, mas a angústia não se deve a uma borbulha mais inconveniente e inestética, mas sim à convicção de que alguém lhe coloca coisas na comida que o envenenam progressivamente e que, por isso mesmo, o seu corpo apresenta mudanças.

Este distanciamento em relação à realidade leva a que o jovem viva centrado em si mesmo e em permanente alerta em relação ao exterior. Em consequência, deixa de se preocupar com a sua aparência física ou mesmo com a higiene.

Fazer com que um adolescente saudável tome banho é uma tarefa fácil, quando comparada com o que é fomentar a higiene de um doente com esquizofrenia.

De quem é a culpa? Inconscientes do peso que criam, os pais tendem a dar exageradas responsabilidades aos seus filhos. Muitas vezes é sempre normal ouvimos dizer, “Toma conta de seu irmão, por que você é mais velho”. Será que ser o mais velho chega para tomar conta de outro? Não chega efetivamente, normalmente a diferença de idade entre os filhos é pequena e o mais velho não tem maturidade para assumir tamanha responsabilidade.

Quando falamos em assumir, é uma questão retórica, até porque ninguém lhe perguntou se ele queria tomar conta do irmão, e mesmo que tivessem perguntado, como podemos delegar este tipo de responsabilidade numa criança a quem não reconhecemos sequer maturidade para escolher os ingredientes da sopa? Devemos as vezes responsabilizar nossos filhos, mas apenas tarefas seguras para todos, ou pelo menos de risco reduzido e controlado.

A partilha da responsabilidade é fundamental numa família mas é importante que os pais percebam que a responsabilidade primeira é sua, e se a responsabilidade que foi passada a criança for mal, o erro de avaliação também e seu. Para potenciar o desenvolvimento das nossas crianças devemos leva-los a sentir alguma responsabilidade e que terá de se iniciar com questões simples como manter os livros arrumados ou garantir que não existem espalhados pelo chão objectos que provoquem quedas ou se possam partir. Quando estas responsabilidades estiverem adquiridas, podemos passar para a alimentação de animais, só depois, muito depois, poderá ter responsabilidade de tomar conta de outra criança.